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Inadimplência dá sinais de piora entre famílias gaúchas

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada nesta sexta-feira (12) pela Fecomércio-RS, aponta avanço percentual de famílias endividadas, tanto na margem quanto em relação ao mesmo período do ano anterior. O índice chegou a 69,4%, maior desde fevereiro de 2018, quando alcançou 70,1%.

De modo geral, os dados revelam quadro de endividamento ainda controlado, porém, com tendência de piora em alguns indicadores de inadimplência. A análise por grupo de renda mostra que o resultado na margem foi puxado por quem ganha menos de 10 salários mínimos, que compõem 80,7% da amostra, com avanço na quantidade de endividados e de famílias com dívidas em atraso. Já o percentual de famílias que não terá condições de pagar suas dívidas nos próximos 30 dias teve pequeno aumento na margem.
A lenta recuperação do mercado de trabalho por meio das ocupações informais é um dos pontos que contribuem para o resultado, de acordo com o presidente de Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. “A instabilidade da renda, característica da informalidade, reflete na imprevisibilidade da receita das famílias, que podem encontrar maior dificuldade para manter as contas em dia”, comenta.
A parcela da renda comprometida das famílias, na média de 12 meses, teve pequeno avanço em relação a maio, atingindo 30%. No mesmo período, o tempo de comprometimento com dívidas foi de 5,3 meses, redução considerável na comparação ao ano passado, quando o indicador era de 7,4 meses.
O cartão de crédito ainda é o principal fator responsável pelas dívidas, conforme apontado por 78,1% dos entrevistados. Na sequência, aparecem os carnês, 22,9%; crédito pessoal, 11,1%; e financiamento de carro, 10,5%.
 

Contas em atraso tiveram quarto aumento seguido

 

O percentual de famílias com contas em atraso teve o quarto aumento consecutivo na margem, chegando a 22,1%, e se aproximou do nível registrado em junho de 2018. No entanto, manteve-se abaixo do patamar verificado no mesmo período do ano passado, de 23%. Paralelamente, houve aumento no grupo de famílias com dívidas em atraso com rendimento de até 10 salários mínimos, passando de 19,2% para 23,2%. Já entre aquelas com rendimento maior, a variação foi pequena, de 17,8% para 17,3%. Na média em 12 meses, o indicador ficou praticamente estável, em 18,5%, bem como o tempo médio de atraso das contas, que registrou 62,3 dias.
Outro subindicador que registrou aumento foi o de percentual de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas nos próximos 30 dias, 8%, acima do verificado no mês passado, 7,6%; e, em junho de 2018, 5,6%. Na média em 12 meses, o indicador passou de 5,6% para 5,8%. Pela estratificação por grupo de renda, o indicador registrou 8,3% para rendimentos de até 10 salários mínimos; acima deste patamar manteve-se praticamente estável, em registrando 6,5%.
O patamar elevado do indicador em relação ao ano passado se deve, em parte, ao reduzido valor registrado em junho de 2018, que foi seguido por oscilações em baixos níveis nos meses seguintes. Desta forma, apesar da terceira variação positiva na margem, o percentual de famílias que não terá condições de regularizar suas dívidas dentro de um mês se mantém distante do maior valor da série, 15,9%, registrado em outubro de 2016. 

 

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