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Ana Carolina Benetti

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Quem é ela?

Agricultora familiar, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela, coordenadora da Associação Regional Sinos-Serra, membro da Comissão Estadual de Jovens (CEJTTR) da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) e integrante da diretoria da União Brasileira de Mulheres na Região das Hortênsias (UBM Hortênsias).

Como se define?

É sempre difícil falar de si. Mas me considero uma mulher forte, trabalhadora, de posicionamento claro, divertida, inteligente e sensível, especialmente às causas sociais.

RELATO PESSOAL:

Ana Carolina é natural de Canela. Nasceu em 17 de julho de 1998. É filha de Wilson José Benetti e de Miria Helena Benetti e tem dois irmãos: Lilian e José Francisco.

Sua trajetória escolar iniciou na EMEF Santos Dumont, na Linha Chapadão, zona rural de Canela. Teve uma breve passagem pela EEEM Danton Correa da Silva e, posteriormente, concluiu o ensino médio e o curso técnico em agropecuária na Escola Bom Pastor, em Nova Petrópolis. Atualmente faz graduação em Administração Pública, na Uniasselvi.

Ana é solteira (namorando) e não tem filhos. Reside no interior de Canela, onde trabalha com a família na produção de cactos e suculentas. É presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, e representa a juventude rural em diversas frentes de ação política do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.

Seu sonho de menina e o que marcou sua infância?

Minha família sempre foi muito unida, honesta e engajada com a comunidade. Esses valores marcaram minha infância e representam parte importante na formação da minha personalidade e caráter, levando-me, a me comprometer também com a agricultura familiar e com o sindicato. Sonhava em ser veterinária, professora, comissária de bordo e até cobradora de ônibus. O que durou mais tempo foi o de comissária, mesmo sem conhecer esse ofício, eu sabia que seria uma profissão que me oportunizaria diversas viagens, não segui a profissão, mas a paixão por viagens só aumenta.

Profissional:

Quando e como você sentiu despertar o interesse pela sua profissão?

Foi em junho de 2017, quando participei pela primeira vez de uma reunião de jovens no STR de Canela. Nessa reunião estava presente a Diana Hahn, na época coordenadora estadual de jovens da FETAG, e outros jovens da região. Nesse mesmo dia me apaixonei pelo movimento sindical, e então comecei a ter diversas oportunidades para me aprofundar nesse universo e entender quem eu realmente sou e qual o meu papel de fato. A partir daí me reconheci enquanto jovem, mulher e agricultora familiar, passando a entender a real importância dessa categoria na sociedade.

O início de tudo:

Aos 5 anos de idade iniciei minha trajetória escolar em uma escola do campo, com poucos alunos, mas com um ensino de excelente qualidade, muito além da matriz curricular comum. Às vésperas de concluir o ensino fundamental, meu desejo de estudar em uma escola com internato aumentou, pois tinha como exemplo o meu irmão, que havia se formado anos antes na Escola Bom Pastor. Esse sonho foi adiado por um ano, e só no segundo ano do ensino médio, em 2014, tive a oportunidade de realizá-lo. No ano seguinte concluí o ensino médio e, em 2016, o técnico em agropecuária. Quando retornei para casa, após a realização do estágio, meu pai disse que não me queria como empregada na propriedade, mas sim como uma parceira. Meus pais foram grandes incentivadores para que eu pudesse buscar algo que gerasse renda e me trouxesse satisfação pessoal e profissional. E foi assim que surgiu a produção de cactos e suculentas, seguindo o ramo da propriedade, a produção de plantas ornamentais, ainda que, em um nicho diferente.

A responsabilidade:

Uma grande responsabilidade é me manter forte, sendo o eixo da minha vida, pois preciso conciliar todas as minhas atribuições, sendo a Ana amiga, filha, irmã, presidente, coordenadora, namorada, jovem, dinda, etc. e seguir sendo a Ana de verdade, íntegra e com posicionamento firme, independente do espaço que eu esteja ocupando. Agradeço a diretoria do Sindicato que é muito atuante, participativa e colabora em diversas ações propostas pela entidade.

Seus maiores desafios:

Ser mulher e jovem em espaços de decisão, tradicionalmente masculinos, é um grande desafio, sou grata pelo reconhecimento que os associados têm pelo meu trabalho à frente da entidade. Porém, muitas vezes é difícil fazer com que nossas proposições saiam do papel e, efetivamente, se concretizem.

Como você consegue conciliar a vida pessoal com a profissional?

Esse é um dos maiores desafios que enfrento. Como mencionei, sou apaixonada pelo movimento sindical, luto pelas categorias menos favorecidas e, muitas vezes, isso faz com que eu esteja longe da minha família. Mas é importante para mim manter a tradição de ir à casa dos meus pais, tomar um café e comer um cuscuz com a minha família. Outro desafio, um pouco mais recente, é manter um relacionamento à distância, onde a cumplicidade e confiança de ambos são essenciais.

Estar à frente da diretoria do Sindicato é algo que demanda muita dedicação que supera a carga horária tradicional de trabalho.

Suas maiores conquistas:

Minha maior conquista é minha liberdade e autonomia. Sou feliz por poder assumir diversos compromissos que me fazem sentir viva, mesmo com tantas agendas eu me sinto livre, pois são coisas que faço com prazer. Estar à frente de uma entidade com um legado tão importante dentro do município, e até fora dele, é algo que me orgulha muito.

Ainda almejo conquistar muitas coisas e, pelo fato de ter apenas 24 anos, sei que ainda há muitas outras oportunidades por vir.


RELATO ESPECIAL:

Sobre sua atuação como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela

Liderar a representação municipal da agricultura familiar não é tarefa fácil, pois os agricultores têm muitas demandas e necessidades a serem atendidas. Além de atuar pela implementação de políticas que promovam o desenvolvimento socioeconômico da categoria, temos de prestar serviços específicos, comorealizar visitas aos agricultores, acompanhar seu desenvolvimento produtivo e facilitar o acesso das famílias aos serviços públicos disponíveis. Processos formativos e capacitação contínua são fundamentais para que possamos aprimorar o nosso trabalho no STR e oferecer informações e serviços atualizados aos associados. Para além das fronteiras municipais, a minha atuação também me permite contribuir com outros espaços de diálogo, trocar experiências com outras regiões do país e multiplicar ações e estratégias que fortaleçam a agricultura familiar de Canela e região.

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