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Universidades federais gaúchas fazem parceria com Banrisul e ampliam capacidade de testagem do coronavírus

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ESTADO – Universidades federais gaúchas fizeram parcerias neste ano que permitiram ampliar em laboratórios e hospitais a capacidade de testagem de amostras suspeitas de conter o coronavírus. Até o início deste mês, o Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) contabilizava a realização de quase 35 mil testes tipo RT-PCR para a prefeitura e para o Laboratório Central de Saúde Pública do RS (Lacen).

A ampliação da capacidade de testagem do material em quase dez vezes — de 80 amostras/ dia para até 896/dia — foi possível a partir da doação de um  extrator automático de RNA (ácido ribonucleico, o material genético do vírus) feito pelo Banrisul à universidade gaúcha. O processo ocorre com alta precisão e evita a contaminação das pessoas que estiverem manipulando o RNA do vírus e das amostras entre si.

“As pessoas nos agradecem por estarmos prestando esse serviço à sociedade. O equipamento ajudou a ampliar a capacidade de testagem na cidade de Porto Alegre. E todos os envolvidos — professores, alunos de graduação e pós-graduação, servidores — estão aprendendo e aperfeiçoando as técnicas de trabalho”, destaca a diretora do ICBS, Ilma Brum da Silva.

Para a Fundação Universidade do Rio Grande (FURG), no sul do Estado, o extrator de RNA doado pelo Banrisul ao Hospital Universitário, que é 100% SUS, permitiu dobrar a capacidade diária de exames — de 100 para 200/ dia. Com o novo equipamento, são processadas 32 amostras em um ciclo de 30 minutos. Antes, com o extrator manual, o mesmo volume de amostras levava em torno de duas horas. “É mais segurança para quem opera e mais agilidade no processamento dos testes”, resumiu o gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário da FURG, Fábio Lopes.

Apoio para amenizar os efeitos da pandemia
As doações dos equipamentos pelo Banco fazem parte de um plano de aquisição de bens e serviços de até R$ 10 milhões, com o objetivo de amenizar os efeitos da pandemia no Rio Grande do Sul. “Por meio desse apoio financeiro, a instituição oportuniza o fortalecimento da pesquisa e inovação, que visa diagnosticar, conter e combater o vírus da forma mais rápida possível”, afirma o presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho.

Vice-reitora da UFRGS, a professora e pesquisadora Patrícia Pranke destacou a importância da parceria entre as duas instituições, que oportuniza ao ICBS realizar um trabalho estratégico no enfrentamento da pandemia. “Parcerias como essa aproximam ainda mais nossas instituições, reafirmando os compromissos sociais tanto do Banrisul como da UFRGS. O equipamento promove mais agilidade e eficiência no diagnóstico do coronavírus. No futuro, continuará tendo um importante papel no desenvolvimento de outras pesquisas”, completou.

Apoio à pesquisa na UFPel
O Banrisul também apoiou a continuidade da Pesquisa Epidemiológica de Prevalência do Coronavírus no Rio Grande do Sul (EPICOVID-19), doando R$ 560 mil para a execução da sétima e oitava etapas do levantamento — ocorridas em agosto e setembro. Com coordenação da UFPel e do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), o projeto busca monitorar a velocidade de expansão da doença, direcionando políticas e ações públicas e privadas no controle da Covid-19. O trabalho mobiliza 13 universidades do RS.

A cada etapa foram 4,5 mil entrevistados nos municípios de Caxias do Sul, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Uruguaiana. De acordo com a UFPel, entre a primeira e a oitava etapas foram entrevistadas 35.689 pessoas. Atualmente, a instituição trabalha na captação de recursos para o desenvolvimento da nona e da décima fases da EPICOVID-19.

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