Início Economia Gramado e Canela Sobe o número de demissões em Canela e Gramado

Sobe o número de demissões em Canela e Gramado

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O primeiro semestre deste ano teve um total de 8.815 demissões nas duas cidades, ante 4.879 contratações. Um saldo negativo de -3.936

REGIÃO – A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) afundou o mundo em uma grave crise econômica e afetou severamente os municípios da região. Além de empresas decretando falência, o fantasma do desemprego passou a assombrar milhares de famílias nas nossas cidades. E os municípios que mais dependem do turismo foram os mais devastados.

As quatro cidades da Região das Hortênsias registraram um total de 11.220 demissões no primeiro semestre deste ano, sendo que mais da metade delas, 6.242, foram em Gramado. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia e foram divulgados nesta terça-feira (28). Os números referem-se especificamente aos empregos formais, ou seja, carteiras de trabalho assinadas.

No primeiro semestre, entre as quatro cidades da região, Gramado registrou o maior número de demissões, com um total de 6.242 desligamentos, o que afeta diretamente Canela, já que muitos canelenses trabalham em Gramado. Em Canela foram 2.573 demissões, em Nova Petrópolis 1.356 e em São Francisco de Paula 1.049.

No balanço entre contratações e demissões, o mês de junho novamente teve índice negativo, embora menos ruim que os três meses anteriores. Somente em junho, Gramado registrou 426 demissões e 267 contratações, o que representa um saldo negativo de 159 postos de trabalho fechados. Em Canela foram 204 desligamentos e 119 admissões, o que significa um saldo negativo de 85 vagas (Veja abaixo nas tabelas o detalhamento das quatro cidades).

Gramado chegou a 30 de junho com 14.779 trabalhadores com carteira assinada. No dia 1º de janeiro eram 17.847 registros (-3.068). Em Canela, no fechamento do semestre, ficaram 7.643 empregos formais ativos, em janeiro eram 8.511 (-868).

Em Nova Petrópolis, o semestre fechou com 5.937 carteiras assinadas e tinha começado o ano com 6.339 (-402). Já São Francisco de Paula foi a única cidade da região a finalizar o semestre com mais contrações que demissões, chegou a 3.827 postos de trabalho ativos contra 3.808 em 1º de janeiro (+19).

O saldo negativo da região foi formado especialmente pelos números dos mês de março e abril, principalmente abril. Em Gramado e Canela os setores que mais fecharam postos de trabalho foram Serviços, depois Comércio. Em Nova Petrópolis foi Indústria, depois Serviços. E em São Chico foi Agropecuária, depois Serviços.

BRASIL – Conforme o Ministério da Economia, em junho, o mercado formal de trabalho apresentou melhora em relação a maio. No semestre, o saldo ficou negativo em 1.198.363, resultado de 6.718.276 admissões e 7.916.639 desligamentos. O resultado é o pior desde o início da série histórica em 1992.

RIO GRANDE DO SUL – Na soma dos seis primeiros meses do ano, o estado também fechou no negativo. Foram 448.292 contratações e 542.782 demissões, um saldo negativo de -94.490.

Texto: Fernando Gusen | [email protected]

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