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Pai e filho somam mais de mil títulos no laço

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CANELA – Está no sangue da família Vargas, passando de geração a geração a paixão pelo tiro de laço. Começou pelo saudoso Odemar Vargas de Andrade, conhecido como Pelé, passando para os filhos. E um deles é Jonas e o neto do patriarca da família, uma das mais recentes afirmações da modalidade, o guri Felipe de apenas 12 anos.

Este laço familiar pela lida campeira iniciou na localidade do Passo do Inferno na Fazenda do Guacho, onde os Vargas trabalharam por mais de 40 anos. Jonas e Felipe estiveramterça-feira (26), na Rádio Integração Digital, participando do programa Redação Esportes. Ainda vencido pela timidez, quem contou um pouco da história de ambos foi o pai Jonas, como a primeira taça de seu filho conquistada com apenas três anos, em uma festa campeira no Lajeado Grande, em São Francisco de Paula.

“É motivo de muita emoção, sem palavras, nascemos nesta lida, nos criamos ao lado do pai participando dos rodeios, orgulho de colocar neste caminho. É a nossa vida”, disse Jonas.

Depois deste título, as porteiras se abriram pelas canchas do Rio Grande do Sul. Uma das maiores façanhas foi à conquista na categoria pai e filho no Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria em 2020, realizada antes do início da pandemia. Conhecida como a “Copa do Mundo dos Rodeios”, onde se reúnem os melhores laçadores do país e exterior, ambos se sagraram campeões.

Além deste triunfo, uma das conquistas que mais necessitou de superação para o jovem laçador foi no ano de 2019, em Xangri-lá. Naquele rodeio, os campeões de todas as categorias, retornaram para a cancha para uma disputa única de quem seria o melhor do estado com o troféu Braço de Ouro e formando dupla com Mateus Machado, a gurizada superou os mais experientes e venceu, faturando o título maior.

“Sempre agradecer o Mateus que forma dupla com ele [Felipe] que é um grande laçador e eles competiram de igual com outros competidores e tudo isso é muito gratificante. Que além de terem vencido, a gurizada seguirá mantendo as tradições do laço e nos deixa muito orgulhosos”, comentou.

Com mais de mil premiações, entre troféus e veículos, as competições de laço se tornaram uma profissão. Jonas conta que ele e o filho treinam quase que diariamente, tanto que ele mesmo conta que não possui vínculo empregatício com empresas, é autônomo. Tudo para se dedicar aos rodeios.“Se tornou profissão e nos envolvemos mais com laço, é a nossa rotina. Temos que estar engajados, se dedicando, pois precisa de muito treino. Para entrar em um rodeio tem que estar preparado”, contou.

Sobre preparação, chegar a um rodeio montar no cavalo e laçar não é algo tão simples como muitas pessoas devem imaginar. Desde os custos até os cuidados com o animal,são necessários planejamento e logística organizada.

“Tem todo o processo de preparação. Tem que ter dedicação ao cavalo que faz parte da nossa rotina, pois é um dos principais personagens do rodeio. Temos que dar o tratamento adequado com exames e alimentação. Éum conjunto, uma parceria”, explicou Jonas que laça no cavalo Juazeiro que tem seis anos e Felipe, no experiente Bebê de 17. Para manter esta rotina, pai e filho contam com alguns patrocinadores que os auxiliam nas despesas e nesta agenda de compromissos. Para o final de semana, está programado um torneio de laço em Três Coroas.

“Vamos novamente para esta disputa com a mesma fé e coragem. Temos amizades com todos os laçadores, os admiramos. Ninguém é mais que o outro, só fazemos o que sabemos, vem de berço”, finalizou Jonas que teve como a conquista mais recente o Duelo Mocho, no Cerrito, distrito de São Francisco de Paula, na semana passada.

A entrevista

A entrevista pode ser conferida no Facebook Jornal Integração Hortênsias, na barra vídeos – Redação Esportes ou acessando o site www.leiafacil.com/podcasts clicando no link Redação Esportes 26/01.

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