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As ideias do vereador Alberi

Tempo de leitura: < 1 minuto

A internet não perdoa. Bastou um deslize do vereador Alberi Dias (MDB), que não soube se expressar claramente quando sugeriu pulverizar a cidade com álcool para matar o vírus, para virar o principal assunto na internet. Tão logo acabou a sessão, a fala do vereador já se alastrava por grupos de WhatsApp e comentários no Facebook.

Eu acompanho todas as sessões e lhes digo: pérolas são tão comuns que nem dei muita importância ao que disse Alberi. Era só mais uma. Mas, também não dei importância porque entendi o que estava querendo dizer. Ele apenas não soube se expressar e virou notícia no país inteiro, e até fora, jornais da Argentina e da França abordaram o assunto, até o The Guardian do Reino Unido dedicou repercussão ao Alberi.

Conversei com o vereador aqui na Rádio Integração Digital no dia seguinte a sua manifestação para esclarecer a sugestão. Comentou que seria como as sanitizações que já vimos acontecer em espaços públicos como a Catedral de Pedra e o Parque do Caracol. Claro que usando outro produto, não álcool. Também citou exemplo de cidades da China que já andaram fazendo sanitização aérea com a utilização de drones.

Do limão, a limonada

Uma manifestação impensada do vereador Alberi Dias o transformou em notícia. Rádios da capital, programas de televisão da SBT, Band, Record fizeram contato com ele e o entrevistaram. E ele conversou com todos os veículos de comunicação. Fez do limão, uma limonada.

Eu discordo de muitas ponderações do Alberi. Aqui mesmo nessa coluna já teci críticas a ele por outras manifestações. Para este caso, ainda penso que essa repercussão não era para tanto, mas é como escrevi ali no início, a internet não perdoa.

Tratamento precoce

Assim como as demais questões relacionadas à pandemia, o tal do tratamento precoce também virou uma discussão política. Isso é uma pena.

Sob o ponto de vista médico, tem profissional que receita os polêmicos medicamentos e tem profissional que não receita. A própria sociedade diverge de opiniões nesse assunto. No entendimento desta coluna, a atitude de Canela está corretíssima. Alheia às discussões entre prós e contras, disponibiliza o tratamento de forma facultativa para médicos e pacientes, ou seja, os médicos têm liberdade para receitar ou não, bem como os pacientes em usar ou não. E conforme o que apurou a coluna, maioria dos médicos e maioria dos pacientes estão aderindo.

Adesão aumenta

Me permitam compartilhar dois exemplos. Na semana passada, Taquara virou notícia estadual ao divulgar que disponibilizará tratamento precoce para sua população. A prefeita Sirlei Silveira (PSB) foi procurara por um grupo de médicos, inclusive médicos que estiveram na Itália durante o surto que ocorreu por lá. Estão orientando a população em como usar alguns ivermectina e vitaminas.

Nesta semana, em Caxias do Sul, um grupo de médicos assinou um manifesto que diz o seguinte: “nos pautamos em estudos científicos atualizados, dando informação clara ao paciente e no seu consentimento livre e informado para uso de medicamentos off-label (aqueles que ainda não constam em bula indicação para uso em Covid-19) com os quais temos experiência de longa data (…) A relação médico-paciente é aberta e de confiança: ambas as partes devem estar de acordo com a proposta terapêutica (…) Destacamos que a abordagem precoce não se trata apenas do uso de uma ou outra droga, mas da correta combinação de medicações como a hidroxicloroquina, a ivermectina, a bromexina, a azitromicina, a nitazoxanida, o zinco, a vitamina D, os anti-coagulantes, os bloqueadores androgênicos entre outros”.

Procure o seu médico

Isso é o mais importante. O uso de qualquer medicação precisa de orientação profissional. No encontro com a prefeita de Taquara, o médico Richard Pereira, explicou que uma das observações feitas nos casos de infectados na Itália é que as pessoas que tinham deficiência de vitamina D e Zinco no organismo adoeciam com mais gravidade.

Em suma, não existe medicamento específico para Covid. Essas medicações citadas não vão impedir que a pessoa contraia a doença, mas podem ajudam a não ter sintomas graves. A principal orientação é para procurar atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas.

Automedicação

Sim, a coluna é favorável ao tratamento precoce. Que mal tem em se cuidar? O fato é que as pessoas se automedicam a vida inteira, ou não? Um remedinho para dor de cabeça, dor muscular, para febre, gripes, anfi-inflamatórios, etc. etc. e etc. tanto é que os antibióticos tiveram que ter a venda regulada (só com receita) por conta da procura deliberada nas farmácias. E agora a pessoa não pode tomar um remédio para vermes ou um complexo vitamínico que estará cometendo um crime?

Repito: o uso de qualquer medicamento precisa de orientação médica. Ademais, vamos tomar os cuidados necessários, especialmente higienizar as mãos e usar álcool, vamos respeitar quem perdemos para o vírus e os que ficaram enlutados, vamos aplaudir os profissionais da saúde, vamos cobrar as autoridades, vamos redobrar as orações e vamos trabalhar!

Precisa de um reparo

A esquina da João Simplício com a Visconde de Mauá precisa de um reparo no paralelepípedo. Faz tempo que está assim, mas mais recentemente as pedras do pavimento começaram a se soltar formando degraus. Os carros que saem da João Simplício sempre desviam, obviamente, indo pela contramão. É um risco.

Violência em Canela

Na semana passada, a Secretaria Estadual de Segurança Pública divulgou o balanço criminal dos dois primeiros meses deste ano. E quando o assunto é homicídio, Canela está entre as cidades gaúchas com os índices mais elevados. Em janeiro e fevereiro ocorreram 276 mortes em todo o estado. Canela, com cinco mortes, é a 11ª nas estatísticas, as demais são: Porto Alegre (41), Alvorada (15), Caxias do Sul (14), Viamão (12), São Leopoldo (8), Erechim (7), Bento Gonçalves (7), Rio Grande (7), Gravataí (6) ePelotas (6). Outras cidades que também tiveram cinco mortes por homicídio foram Santa Maria, Santana do Livramento e Uruguaiana.

É muito importante salientar que estes casos registrados em Canela estão todos ligados a guerra entre facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas. A Polícia Civil, responsável pelas investigações destes casos, está dando uma resposta à altura para a sociedade e elucidando os crimes com agilidade.

Destas cinco mortes, quatro ocorreram em janeiro e todas foram esclarecidas pela Delegacia de Canela. O delegado Vladimir Medeiros enfatiza que o início do ano foi atípico na cidade. O trabalho investigativo dos crimes ocorridos em janeiro, por exemplo, resultaram na prisão de seis acusados, inclusive de líderes dos grupos criminosos.

Canela não é mais a mesma, essa guerra do tráfico mudou o cenário e elevou expressivamente a demanda de trabalho na Delegacia. E vamos combinar que bandido bom…

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