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Um recado direto da Europa

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Na noite desta sexta-feira, Gramado revelou que existem três casos suspeitos de coronavírus e que estão em isolamento domiciliar aguardando os resultados dos exames laboratoriais. Canela não tem nenhum caso suspeito, mas 17 pessoas que vieram de viagem recentemente estão sob isolamento domiciliar.

Também na noite desta sexta, o governo do Rio Grande do Sul confirmou que 56 pessoas estão com coronavírus no estado. O primeiro doente foi confirmado no dia 10 de março. No país já são mais de 900 infectados e 11 mortos. No mundo, até às 21h desta sexta-feira, o vírus já havia matado mais de 11 mil pessoas. Hoje, o epicentro global está na Europa.

E é de Lisboa que a jornalista caxiense Roberta Mattana manda notícias. Ela mora na capital portuguesa desde 2018. Durante muitos anos foi colunista social do jornal Folha de Caxias do Grupo Integração de Jornais. E a pedido do JIH enviou um relato de como está a situação por lá e aproveitou para fazer um alerta aos seus conterrâneos aqui do Brasil. Confira:

“Nestas últimas semanas, temos acompanhado com atenção a propagação do Covid-19 por todo o mundo. A humanidade está atravessando um momento particularmente difícil que requer de todos nós atenção e cuidado redobrados.

Como sabem, a Europa se tornou o epicentro da epidemia. Portanto, eu, aqui em Portugal, posso dizer que estou vivendo agora aquilo que vocês aí no Brasil vão viver daqui a alguns dias. Estamos todos trancados dentro de casa, saindo apenas para o supermercado ou a farmácia. As ruas estão vazias e as fronteiras estão fechadas.

É por isso que quero fazer um alerta: fiquem em casa! Não achem que isso é bobagem. Nesta fase é importante reduzirmos a concentração de pessoas e as interações sociais. A forma de realização de algumas tarefas deve ser alterada adaptando-se ao contexto que vivenciamos.

Quem tiver o privilégio, que mantenha-se a trabalhar em casa. O que não estiver neste alcance, que feche.

Todos temos consciência do impacto que isso causará na economia e nos mercados. Mas, mais importante do que tudo, é manter-se a si e aos seus entes queridos em segurança.

Por fim: evite boatos e teorias da conspiração. Essa é a primeira crise global na era das mídias sociais; com informações que se espalham rapidamente, as Fake News mais ainda.

E deixo um último conselho: lave as mãos (no sentido mais literal possível!). Infelizmente, o ser humano não acredita na ideia de que problemas complexos podem ser resolvidos por soluções simples. Mas sim, lave as mãos.

Fiquem bem, e esperemos que a vida volte à normalidade brevemente”.

 

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