GRAMADO – A Arena Gramadense viverá um momento histórico com a realização do primeiro evento-teste no novo estádio do Centro Esportivo Gramadense (CEG). O espaço receberá partidas da 6ª Copa Gramado Laghetto de Futebol Sub-16, marcando uma nova etapa na trajetória do clube. O primeiro compromisso da equipe da casa será contra o Bahia, amanhã, sexta-feira (16), às 9h. A entrada e o estacionamento serão gratuitos para a comunidade.
O diretor de Futebol do Gramadense e secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, destacou a importância da competição para o município e para o futuro do clube. Embora a Arena ainda não esteja concluída e não seja inaugurada oficialmente neste momento, a realização dos jogos permitirá avaliar a estrutura e identificar eventuais ajustes antes das próximas etapas da obra.
“Vai ser histórico fazer esse primeiro jogo aqui [Gramadense-Bahia], com certeza um jogo que vai ser lembrado por muito tempo”, afirmou Roldo.
A Copa Gramado Laghetto chega à sexta edição consolidada como uma importante vitrine do futebol de base. O dirigente lembrou que a realização do torneio começou com coragem, inclusive durante a pandemia, e ganhou força com o apoio da Laghetto e da Prefeitura de Gramado.
Segundo ele, a competição coloca Gramado em evidência no cenário esportivo nacional, reunindo grandes clubes e atraindo a atenção de profissionais ligados às categorias de base, inclusive da Seleção Brasileira. Além da oportunidade de desenvolvimento para os jovens atletas, o evento movimenta a economia local e fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade.
“Ela movimenta toda a economia da cidade, mexe com o sentimento do cidadão gramadense de pertencimento e também coloca Gramado no holofote do país todo”, ressaltou.
Referência nacional
O crescimento da competição também se reflete na procura dos clubes interessados em participar. Conforme Lucas, a organização mantém equipes que estão presentes desde as primeiras edições e promove uma rotatividade para ampliar a participação de diferentes representantes do futebol brasileiro.
Atualmente, existe uma lista de espera de equipes interessadas em disputar o torneio. Para o dirigente, a qualidade da estrutura oferecida por Gramado, aliada à segurança, à hotelaria e à gastronomia, contribui para esse reconhecimento.
“Eu acho que, se a gente quisesse dobrar o número de equipes, conseguiríamos”, avaliou.
A ambição é transformar a Copa em uma referência nacional da categoria Sub-16. Roldo citou como exemplo a Copa São Paulo de Futebol Júnior, embora reconheça as diferenças de formato e dimensão entre as competições.
“É para ser uma Copa que fique consolidada como sinônimo da categoria. Eu acho que a Copa que representa nacionalmente a categoria Sub-16 pode, sim, um dia ser a Copa Gramado”, projetou.
Essência social
Além da nova Arena e da projeção esportiva, Lucas Roldo fez questão de reforçar que o Gramadense não pretende abandonar suas raízes. A formação de atletas, os núcleos nos bairros e os projetos sociais continuam sendo pilares do clube, independentemente dos resultados obtidos pela equipe profissional.
O dirigente falou com propriedade sobre o tema. Sua própria trajetória começou ainda na infância, como jogador do Gramadense. Ao perceber que não seguiria como atleta profissional, investiu nos estudos e construiu sua formação, mantendo a ligação com a instituição.
“Eu mesmo faço parte disso. Iniciei lá jogando no Gramadense quando criança, logo vi que não ia ter condição de ser atleta profissional, comecei a estudar, me formei, me pós-graduei no clube e hoje devo tudo ao Gramadense, às oportunidades que tive”, relatou.
Atualmente, o clube atende mais de 800 crianças em seu departamento social. Para Lucas, esse trabalho tem um valor que ultrapassa o desempenho esportivo, pois contribui para formar cidadãos e abre oportunidades para que jovens sigam vinculados ao futebol em diferentes funções, inclusive nas comissões técnicas e em outras estruturas esportivas.
Estrutura para as próximas gerações
Na avaliação de Lucas Roldo, o clube precisa pensar para além de uma temporada ou de um resultado dentro de campo. A Arena e os demais investimentos representam um patrimônio que permanecerá para as próximas gerações, assim como o trabalho de formação desenvolvido ao longo dos anos.
“Nós passamos pelo clube, o clube fica, a entidade fica, essa estrutura física fica para as próximas gerações”, afirmou.
O dirigente reconheceu que o futebol profissional exige competitividade e que a vitória faz parte dos objetivos, mas ponderou que os resultados não podem ser o único parâmetro para avaliar o trabalho de uma instituição esportiva.
Segundo ele, o Gramadense pretende intensificar os projetos sociais, melhorar ainda mais a estrutura das categorias de base e oferecer melhores condições ao departamento profissional. A nova Arena é considerada um passo importante nesse planejamento, tanto para o desenvolvimento esportivo quanto para a movimentação econômica do município.
“Com certeza, o Gramadense está num caminho certo, e a gente não vai mudar o nosso roteiro em função de um resultado negativo, em função de um título. A gente vai continuar porque tem muita coisa para colher no futuro”, concluiu.








