CANELA – A política habitacional do município prevê a construção de 25 novas casas populares por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, ampliando as perspectivas de moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade social. As unidades já foram licitadas e receberão um investimento de R$ 3,5 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS). As informações foram confirmadas pela Prefeitura de Canela. A aprovação do orçamento para a construção havia sido anunciada pelo prefeito Gilberto Cezar no dia 13 de agosto de 2025.
As casas serão construídas em um terreno do município localizado na rua Francisco Gasparin, no bairro Canelinha. Cada unidade terá 53,86 metros quadrados, com dois dormitórios, banheiro, varanda, lavanderia e sala de estar e cozinha integradas, conforme projeto padrão da Caixa Econômica Federal.
De acordo com o Departamento de Habitação, até 75 famílias serão analisadas para a seleção dos beneficiários, seguindo critérios técnicos e sociais estabelecidos pelas normas federais. Os recursos foram conquistados após a inscrição do Município em processo organizado pelo Ministério das Cidades e a articulação do prefeito Gilberto Cezar junto ao governo federal.
A construção das novas moradias integra as ações da administração municipal para ampliar o acesso à habitação de interesse social e oferecer alternativas permanentes às famílias que necessitam de melhores condições de moradia.
Aluguel social reduz custos
Paralelamente aos projetos de construção de novas casas, a Prefeitura de Canela também registra redução nas despesas com o aluguel social emergencial, criado para atender famílias atingidas pela situação de emergência climática de maio de 2024.
A atualização das regras do benefício permitiu reduzir em aproximadamente R$ 3,88 milhões os gastos públicos até setembro de 2026. Antes, o Município desembolsava uma média mensal de R$ 229 mil para custear hospedagens de famílias em hotéis e pousadas. Com a mudança, o custo mensal passou para cerca de R$ 15,6 mil.
Atualmente, nove famílias recebem o auxílio, que garante moradia temporária enquanto a Prefeitura de Canela trabalha para viabilizar soluções habitacionais definitivas.
A mudança ocorreu por meio da atualização da Lei Municipal nº 4.978, de fevereiro de 2025, conduzida pelo Departamento de Habitação, com conferência técnica da Procuradoria-Geral do Município. A legislação estabelece os critérios para a concessão do aluguel social às famílias diretamente atingidas pela emergência declarada no Decreto nº 10.220, de 14 de maio de 2024.
O programa atende famílias que residiam em imóveis localizados em áreas de risco e interditados pela Defesa Civil em decorrência dos eventos climáticos. O benefício é concedido por até 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, a critério do Município. Para ter acesso ao auxílio, a família não pode ser proprietária, promitente compradora ou cessionária de outro imóvel.
Segundo o diretor de Habitação, Eduardo Nunes, é necessário apresentar o contrato de locação e entregar mensalmente o comprovante de pagamento do aluguel.
Economia de R$ 3,88 milhões
Conforme levantamento do Departamento de Habitação, o modelo anterior de hospedagem em hotéis e pousadas representava um custo médio de R$ 229.002 por mês. Caso as despesas tivessem sido mantidas nesse formato até setembro de 2026, o gasto total teria chegado a aproximadamente R$ 4,35 milhões.
Com a implantação do aluguel social emergencial, o investimento acumulado no período considerado ficou em cerca de R$ 467,5 mil, resultando em uma economia aproximada de R$ 3,88 milhões aos cofres públicos.
O prefeito Gilberto Cezar destaca que a redução das despesas está associada ao planejamento da política habitacional e à busca por soluções permanentes para as famílias atendidas.
“No início deste ano, retomamos as obras no Loteamento Recomeçar. Mais famílias serão contempladas com casas e, desta forma, vamos diminuir ainda mais os valores destinados ao aluguel social. Mas, acima disso, as famílias que outrora foram atendidas pelo programa agora serão proprietárias dos seus imóveis, em local digno e seguro”, afirma.
O chefe do Executivo acrescenta que as iniciativas buscam conciliar responsabilidade fiscal, acolhimento e ampliação do acesso à moradia segura. A expectativa é que o avanço dos projetos habitacionais permita reduzir gradualmente a necessidade de manutenção do auxílio emergencial, garantindo às famílias alternativas definitivas de moradia.









