GRAMADO – O Centro Esportivo Gramadense (CEG), insistiu, tentou, lutou até o fim, mas não foi possível se manter no Gauchão Série A2 para o próximo ano. Jogando na tarde de domingo (27), no estádio Altos da Glória, em Vacaria o Gramadense empatou com o Glória em 1 x 1, e o resultado acabou rebaixando a equipe para a Terceira Divisão de 2027. O Trem da Serra precisava vencer. A partida foi válida pela 15ª, e última rodada da competição.
Após a partida, o diretor de Futebol, Lucas Roldo, manifestou tristeza pelo resultado, assumiu a responsabilidade pelo planejamento da temporada e projetou a reconstrução do Trem da Serra.
O dirigente reconheceu a frustração pelo desfecho da campanha, mas ressaltou que o momento exige reflexão, aprendizado e trabalho para que o clube possa retornar mais forte. “A gente sente muito pelo resultado de campo, não conseguimos alcançar o nosso objetivo”, afirmou.
Lucas destacou que a disputa da Divisão de Acesso representa um desafio significativo, mas admitiu que a expectativa da direção era garantir a permanência na Série A2.
“A responsabilidade do planejamento do ano foi minha, assim como os quatro anos que o clube é profissional. Sabíamos que jogar essa Divisão de Acesso é muito difícil, sabíamos que a dificuldade ia ser gigantesca, mas a gente esperava a permanência”, declarou.
Direção assume responsabilidade
Em um momento de frustração para jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores, Lucas fez questão de proteger o grupo que esteve à frente da campanha. O diretor lembrou que os profissionais que agora enfrentam o rebaixamento também foram responsáveis por conquistas importantes na história recente do clube.
Para ele, seria injusto atribuir aos atletas e à comissão técnica a responsabilidade pelo resultado negativo, especialmente diante do título mais importante já conquistado pelo Gramadense.
“Essa comissão técnica, esse grupo de atletas deu o maior título do Gramadense. É injusto agora a gente passar uma mensagem que a responsabilidade é deles. Não, a responsabilidade é nossa, da direção”, enfatizou.
O posicionamento representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo elenco e pela comissão técnica, ao mesmo tempo em que coloca sobre a direção o compromisso de avaliar as decisões tomadas ao longo da temporada. Lucas também recordou que o clube teve bons resultados nos primeiros meses do ano, mas não conseguiu manter o desempenho esperado na sequência da competição. “Agora não foi o que gostaríamos, mas a gente vai planejar para voltar ainda mais forte”, projetou.
Gramadense não vai abandonar suas raízes
Apesar do rebaixamento, o dirigente reforçou que o resultado do futebol profissional não pode ser utilizado como único parâmetro para avaliar o trabalho desenvolvido pelo clube.
Segundo Lucas, o clube mantém um projeto que vai além da equipe principal, com investimentos nas categorias de base, ações sociais e estrutura física. Esses pilares, conforme destacou, continuarão sendo prioridades, mesmo diante das dificuldades impostas pela queda de divisão.
“Quem conhece o Gramadense sabe a forma que a gente trabalha, sabe que o resultado de campo não é parâmetro para tudo o que o clube faz”, afirmou.
O diretor ressaltou que o futebol profissional exige resultados, mas ponderou que o clube não abrirá mão de sua identidade para concentrar todos os esforços exclusivamente na equipe principal.
“Futebol profissional é muito difícil, ele se embasa em resultados, mas o clube nunca ia deixar de lado a sua categoria de base, seu projeto social, sua estrutura física para simplesmente focar só no resultado de campo”, explicou.
A declaração reafirma a proposta de manter o Gramadense como uma instituição esportiva que também desempenha um papel na formação de jovens e no desenvolvimento social da comunidade.
Aprender com os erros para voltar mais forte
O rebaixamento é um capítulo difícil para o Trem da Serra, mas a direção já projeta os próximos passos. Lucas afirmou que o planejamento para a retomada passa pelo reconhecimento dos erros cometidos e pela busca de soluções que permitam ao clube construir uma temporada mais consistente.
A intenção é trabalhar para que o Gramadense tenha um calendário cheio no próximo ano e possa recuperar o espaço que deseja ocupar no futebol gaúcho.
“Quem conhece o Gramadense sabe que existe muito trabalho e a gente quer aprender com esses erros para, com certeza, no ano que vem ter um ano muito bom, um ano de calendário cheio”, destacou.
O dirigente também demonstrou esperança de que a experiência negativa possa contribuir para o amadurecimento do projeto esportivo. “Quem sabe esse passo para trás vai ser muito benéfico para a gente entender a forma de trabalhar ainda melhor e mais forte”, finalizou.










