InícioGeralGramado e CanelaFOTOS: Aprendizado, renda e integração entre mulheres

FOTOS: Aprendizado, renda e integração entre mulheres

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CANELA – Transformar a rotina de mulheres da comunidade por meio da qualificação, convivência e do fortalecimento da autoestima. O projeto Costurar e Empoderar idealizado por Daiene Cliquet e desenvolvido com apoio de emenda parlamentar da Câmara de Vereadores, oferece oficinas que vão desde pintura e artesanato até o curso de corte e costura, atualmente em andamento e com grande procura por parte das participantes.

A atividade realizada no Espaço Sicredi, se encerrou hoje, quinta-feira (16), e nos próximos dias uma exposição das confecções será realizada. Mais edições do curso estão programadas.

Responsável pelas aulas, a professora Angela Cardoso explica que a proposta é atender tanto quem busca uma nova fonte de renda quanto quem deseja ocupar o tempo de forma produtiva e terapêutica. “Esse projeto é para tirar dúvidas e incentivar. Pode ser para continuar na área, para uma renda extra ou até como terapia. O importante é que elas aprendam e se sintam capazes”, destaca.

Segundo Angela, o curso inicia do básico, com o manuseio da máquina de costura, passando por técnicas essenciais. “Elas aprendem desde colocar linha, encher bobina, controlar a velocidade, até a costura reta e os cantos. A costura exige calma, não pode atropelar o processo”, explica.

Além do aprendizado técnico, a professora ressalta o impacto social da iniciativa. “Ensinar é uma dádiva. E ver essas mulheres evoluindo, algumas até se tornando profissionais, não tem preço. Muitas chegam dizendo que querem aprender algo novo, se sentir úteis. Isso é muito gratificante”, afirma.

O impacto positivo

Entre as alunas, o sentimento é de entusiasmo, descoberta e oportunidades. Moradora da avenida João Pessoa, Isaura Adam conta que já tinha algum contato com a costura, mas encontrou no curso a oportunidade de avançar. “Eu só costurava reto, mas agora aprendi a fazer cantos. Está sendo muito bom”, relata.

Já Dulce Vaz, morador do bairro Laje de Pedra, vê no aprendizado uma possibilidade futura. “Por enquanto é mais para a família, mas quem sabe mais pra frente vira uma renda extra. É assim que começa”, projeta.

Para Neli Aparecida Zotti, do bairro Eugênio Ferreira, mencionou que o ambiente acolhedor faz a diferença. “É muito bom. A gente tem medo no começo, mas a professora é muito paciente e incentiva a seguir em frente”, destaca.

Francisca Carneiro, do bairro São José, também valoriza o convívio proporcionado pelo projeto. “A gente sempre aprende um pouco mais. E o entrosamento com as pessoas faz muito bem”, afirma.

Já Marta Vaccari Batista, do bairro Santa Terezinha, começou do zero e pretende continuar. “Estou aprendendo com muita paciência e dedicação da Angela [professora] e das colegas. Além do artesanato, a gente convive, troca experiências. Isso é muito importante”, comenta.

Foto: Divulgação – Professora Angela Cardoso do projetoCosturar e Empoderar

Integração e novas oportunidades

Além de capacitar, o projeto também promove a socialização entre as participantes, criando laços e fortalecendo a comunidade. Ao final das oficinas, os trabalhos produzidos serão reunidos em uma exposição, valorizando o esforço e a criatividade das alunas.

Angela ainda destaca que há demanda por profissionais na área. “Está faltando gente qualificada. Quem quiser pode procurar cursos e se aperfeiçoar, porque é uma área com oportunidade”, ressalta.

Com novas turmas previstas, inclusive em escolas municipais e outros espaços, a iniciativa segue ampliando seu alcance. Mais do que ensinar uma técnica, o “Costurar e Empoderar” vem mostrando que aprender pode ser também um caminho para autonomia, autoestima e novas perspectivas de vida.

Nas escolas

Além das atividades abertas à comunidade, o projeto seguirá levando oficinas ao público adolescente das escolas Dante Bertoluci, Severino Travi e João Alfredo. As ações abordarão o universo da costura por meio de práticas de arte-educação, incluindo também noções de precificação, compra de materiais e introdução à economia criativa, oferecendo às participantes caminhos para uma futura profissionalização.

“O projeto busca o empoderamento das meninas no sentido de dar a oportunidade de conhecer uma atividade tradicional, o artesanato, fortalecendo a coordenação motora, valorizando a criatividade e a autoestima, e capacitando as alunas para que possam ter uma possibilidade de renda”, destaca Ângela Cardoso.

Foto: Divulgação – Francisca Carneiro destacou a convivência e troca de experiências

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