ESTADO – O aumento recente do preço do diesel no mercado brasileiro preocupa o setor de transporte de cargas e pode pressionar os custos logísticos nos próximos meses. A avaliação é da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), que alerta para os efeitos diretos do combustível na formação das tarifas de frete.
Principal insumo da atividade, o diesel responde por cerca de 40% a 45% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas. Em um cenário de elevações sucessivas, parte desse aumento tende a ser repassada às tarifas praticadas no mercado, conforme as empresas avaliam os impactos sobre suas operações.
No Brasil, o transporte rodoviário concentra a maior parte da movimentação de mercadorias. No Rio Grande do Sul, o modal responde por cerca de 85% da matriz de transporte de cargas, sendo essencial para o abastecimento da população e para o funcionamento das cadeias produtivas.
O preço do diesel é influenciado por diferentes fatores. Entre eles estão o comportamento do mercado internacional de petróleo e derivados, a estrutura de distribuição e revenda no país e a política de biocombustíveis.
Previsibilidade energética
Diante desse cenário, a Fetransul avalia que o setor não tem condições de absorver sozinho aumentos sucessivos no combustível. A entidade destaca que cada transportadora precisará analisar individualmente os impactos nas operações para preservar a sustentabilidade das atividades e garantir a continuidade dos serviços logísticos.
A federação também defende maior previsibilidade na política energética e de combustíveis. Segundo a entidade, essa estabilidade é fundamental para que transportadoras e embarcadores consigam planejar suas operações e manter a competitividade da economia.
Nota Oficial
A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) manifesta preocupação com os recentes aumentos no preço do diesel registrados no mercado.
O combustível representa entre 40% a 45% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas, sendo o principal insumo da atividade. Em um cenário de sucessivas elevações, torna-se inevitável que parte desse aumento seja refletida nas tarifas de frete praticadas no mercado.
O transporte rodoviário é responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil e responde por cerca de 85% da matriz de transporte de cargas no Rio Grande do Sul, desempenhando papel essencial no abastecimento da população e no funcionamento das cadeias produtivas.
O preço do diesel no país é influenciado por diferentes fatores, como o comportamento do mercado internacional de petróleo e derivados, a estrutura de distribuição e revenda e também a política de biocombustíveis.
Diante desse cenário, a Fetransul reforça que o transportador não tem condições de absorver sozinho aumentos sucessivos do combustível, o que tende a pressionar as tarifas de frete, uma vez que cada empresa precisará avaliar individualmente os impactos em suas operações para preservar a sustentabilidade das atividades e garantir a continuidade dos serviços logísticos
A entidade também destaca a importância de previsibilidade na política energética e de combustíveis, condição fundamental para que empresas transportadoras e embarcadores possam planejar suas operações e manter a competitividade da economia.










