CANELA – A Polícia Civil (PC) deflagrou, na manhã de hoje, segunda-feira (2), a Operação Casa Lar, com o objetivo de apurar possíveis ilícitos penais relacionados à gestão de recursos financeiros destinados a adolescente acolhida institucionalmente.
A investigação apura a suposta apropriação indevida de valores oriundos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social, benefício de natureza assistencial destinado à pessoa em situação de vulnerabilidade que estava abrigada na Casa Lar de Canela.
Na ação, foram presos em flagrante dois diretores da entidade responsável por administrar a Casa Lar de Canela. Conforme a Polícia Civil, a prisão deu-se em razão de que, no ato das buscas, “restou comprovada que ambos ainda estão na posse indevida de valores que deveriam estar na conta-corrente da ex-abrigada”. A vítima, que não reside mais em Canela, teria direito ao benefício previdenciário por ser pessoa com deficiência.
Na ação ainda foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Casa Lar de Canela, na entidade mantenedora (associação evangélica), bem como em residências de investigados e de profissional da instituição. Ao todo, foram realizadas buscas em seis endereços, todos em Canela.
Durante as diligências, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos e valores em espécie relevantes à apuração dos fatos.
A pedido da Polícia Civil, o Poder Judiciário determinou o afastamento judicial dos dois investigados da direção da entidade, bem como de uma profissional (técnica), pelo período de 180 dias, medida cautelar destinada a preservar a instrução criminal, garantir a proteção de crianças e adolescentes atualmente acolhidos e impedir eventual reiteração de condutas.
A investigação segue em curso, sob sigilo, visando à completa elucidação dos fatos e à responsabilização penal dos envolvidos, caso confirmadas as hipóteses investigadas.
O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela e responsável pela ação, afirmou que o desvio investigado é referente apenas a valores de titularidade de uma ex-abrigada, que somam cerca de R$ 140 mil não abrangendo a investigação policial, ao menos neste momento, as contas da entidade, recursos públicos ou doações privadas.
Medeiros destacou o pronto atendimento da representação policial pelo Ministério Público e o Poder Judiciário de Canela.
As informações são da Polícia Civil de Canela. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.










