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Mercado imobiliário muda comportamento após pandemia

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A pandemia de Covid-19, que se espalhou mundo afora no início de 2020, obrigou a sociedade global a ficar reclusa dentro de casa impondo a necessidade de medidas que mudariam os hábitos das pessoas como a higienização das mãos com álcool em gel e a usar máscaras. A pratica do home office (trabalho em casa) passou a ser comum e virou alternativa de trabalho para maior parte da população.

E foi justamente o home office que fez as pessoas olharem mais para o próprio lar e os espaços onde vivem. Neste ponto, o mercado imobiliário de Canela e Gramado percebeu uma mudança na procura por imóveis e viu aumentar a preferência por unidades habitacionais maiores, com mais espaço físico. E esse detalhe é confirmado pelo corretor de imóveis Diogo Machado, gerente comercial da Imobiliária Serra Prime.

“Gramado e Canela estavam trabalhando com apartamentos pequenos. Casa era um produto que sempre teve uma absorção mais lenta. E ter um apartamento menor aqui na região sempre foi mais atraente, mas essa mentalidade foi mudando. A própria região mudou e passou a oferecer um grande leque de entretenimento diversificado e para todas as idades. Hoje temos muitas opções e então veio a pandemia e com ela a necessidade por mais espaço por causa do home office”, descreveu Diogo.

O engenheiro e diretor da Rossa Construtora & Incorporadora, Fabrício Rossa, que possui diversos empreendimentos habitacionais nas duas cidades, acrescenta que o cliente passou a dar mais valorização para a infraestrutura. “A pandemia acentuou essa necessidade por uma boa infraestrutura para as famílias terem um aproveitamento melhor do espaço. Com uma boa infra é possível fazer, por exemplo, uma vídeo chamada na beira da piscina e trabalhar de forma mais confortável do que em um escritório”, observa Fabrício.

“Dez anos atrás um apartamento vendável era de 75 m² com dois dormitórios, tentando encaixar uma suíte para ser um diferencial. Hoje, o nosso padrão é apartamento de 80 m² com duas suítes e sacada. Isso é primordial, assim como imóvel com 100 m² com sacada e três suítes”, reforçou Rossa. “Hoje as pessoas não querem mais um apartamento só para dormir, tem que ter jardim, espaço, e infraestrutura”, complementou Machado.

Como corretor de imóvel, Diogo notou uma procura maior por casas fora de condomínios. “Isso sempre esteve entre os piores produtos imobiliários para se vender aqui e isso mudou um pouco com a pandemia e o que nos ajuda muito com isso é a segurança pública, que é a base para a valorização imobiliária, assim como a saúde”, frisa.

VALOR AGREGADO – O valor do metro quadrado especialmente em Gramado é considerado elevado por uma parcela da sociedade. Mas para quem atua no setor imobiliário e para quem quer investir o valor que vem agregado compensa. “Aqui a pessoa não compra apenas o apartamento, ele compra a experiência, ele compra a serra e tudo que ela oferece em infraestrutura, as opções de lazer e entretenimento, segurança, saúde, tranquilidade, o respeito na faixa de segurança, a organização da cidade. É uma infinidade de benefícios. O nosso mercado é diferenciado e muito desejado, a valorização se dá pelo que a cidade é e os imóveis em Canela e Gramado não desvalorizam, por isso é seguro investir aqui”, destaca Diogo. “Se for colocar no papel tudo que as duas cidades oferecem o preço do imóvel se torna barato”, sublinha.

BOOM IMOBILIÁRIO – Para Fabrício, daqui dois anos haverá um momento muito positivo para o setor. Neste ano o novo Plano Diretor deve ser aprovado em Gramado e no ano que vem muitos projetos devem começar a sair do papel. Sua empresa está com cinco empreendimentos bem localizados aguardando aprovação para serem executados, quatro deles em Gramado e um em Canela. Um dos projetos será erguido na estrada Gramado/Canela e deverá ter pelo menos 80 unidades. Todos esses planos, quando finalizados, somam mais de 200 apartamentos para serem comercializados.

Ao todo, a Rossa Construtora & Incorporadora já entregou nove prédios entre as duas cidades. “Em todos eles não tem uma unidade sequer para venda, todos foram vendidos ainda antes de ficarem concluídos”, revela.

Para ele, as duas cidades ainda precisam investir mais em mobilidade urbana, especialmente criando rotas alternativas para o público local. “Quem adquire imóvel aqui tem que poder aproveitar melhor a cidade e circular sem perder tempo no trânsito. Temos que deixar o centro para o turista. Infraestrutura de locomoção é primordial para evoluirmos”, defende Rossa.

Para Diogo, o grande boom imobiliário vai acontecer quando o Aeroporto da Serra Gaúcha estiver funcionando em Vila Oliva “Hoje, por exemplo, alguém que viaja de São Paulo para visitar Gramado e Canela fica mais tempo no trânsito entre Porto Alegre e a serra do que na ponte aérea entre São Paulo a POA. O aeroporto em atividade fará esse investidor dos grandes centros econômicos olhar mais atentamente para o potencial que temos como cidade e tudo que oferecemos”.

PARCERIA – A Rossa Construtora & Incorporadora tem 25 anos de mercado, começou pelas mãos do pai de Fabrício, Amarildo Rossa, como prestadora de serviços, depois virou construtora e mais tarde, 12 anos atrás, virou incorporadora para realizar um sonho antigo de Fabrício. A Imobiliária Serra Prime tem direção geral de Lincon Brito e uma equipe de 15 profissionais com vasta expertise no mercado imobiliário. São oito anos de atividades priorizando atendimento pessoalizado.

A parceria entre as duas empresas vai gerar um grandioso empreendimento em um terreno nobre de Gramado, na ERS-235 (Estrada Gramado/Canela). A área de 4.687 m² foi adquirida pela Rossa, com intermediação da Serra Prime, para receber a construção de um complexo residencial e comercial que terá pelo menos 80 unidades.

Texto: Fernando Gusen | [email protected]

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