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Périco revela que Caxias deve R$ 8 milhões à Amesne

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Foto: Gustavo Tamagno, Divulgação

A tribuna da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, na sessão desta quarta-feira (12), se transformou no palco de mais uma série de cobranças do Executivo por mais investimentos na saúde pública. Um dos vereadores que se pronunciaram foi Paulo Périco/MDB. Segundo o parlamentar, em recente reunião realizada com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, em Porto Alegre, onde, juntamente com o deputado estadual Carlos Búrigo/MDB, foram apresentadas demandas da saúde pública de Caxias.

Foi neste contexto que ele disse que ficou sabendo que o Município de Caxias do Sul teria uma dívida de R$ 8 milhões com a Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne). O valor se referiria à falta de repasse de vernas federais aos municípios vizinhos. “Caxias recebe um valor do governo federal e não repassa aos municípios. Ele não dá mais leitos e espaço para os cidadãos das outras cidades. Então, os prefeitos estão cobrando de Caxias do Sul, e o nosso Município terá que devolver”, revelou Périco.

O vereador Périco contou ainda que entregou à secretária Arita Bergmann a situação do Hospital Geral e o plano de contingência adotado pela Secretaria Municipal de Saúde. O vereador reiterou que a direção do HG foi surpreendida pela estratégia do Executivo, além de ter que administrar a sobrecarga de atendimento de Caxias e mais 48 municípios da região. “O cidadão vai procurar o Hospital Geral e ele já está totalmente absorvido pela oferta que é obrigado a garantir e pela necessidade do cidadão da região de chegar ali. Onde é que vai o cidadão de Caxias do Sul? Ele tem que ir para a UPA. E sem ter avisado previamente os dois principais hospitais deste Município de que iria fechar o PA? É uma irresponsabilidade sem tamanho”, criticou.

 

Dívida com HG é R$ 4 milhões

 

Já o vereador Rafael Bueno/PDT cobrou a verba que foi comprometida pela gestão anterior, inclusive, com documento assinado pelo ex-prefeito Alceu Barbosa Velho/PDT, em nome do Município, para a conclusão das obras de ampliação do Hospital Geral. Ele reforçou que, em 2014, foi assinado um termo de cooperação, em que o Município garantiu o custeio e o repasse de R$ 4 milhões para conclusão das obras. A data para a liberação da verba era maio de 2017. “Mas o que o prefeito Daniel Guerra fez? Deu calote e não dialogou com a direção do HG”, revelou.

O pedetista também cobrou do vereador Renato Nunes/PR uma reunião, que ele se comprometeu em marcar entre o prefeito e o diretor do HG, Sandro Junqueira. “O senhor se comprometeu e não conseguiu. E o diretor do hospital tenta, semanalmente, e não consegue uma reunião com o prefeito. Agora, tem para gastar dinheiro, fazer turismo em Fortaleza, num congresso de saúde pública, junto com o irmão. Ficam dois dias a mais e não traz nada de resultado. Qual é o resultado?”, questionou.

 

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