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Denúncias de assédio moral e descumprimento da CLT serão levadas ao Ministério do Trabalho

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O presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, vereador Renato Oliveira/PCdoB, utilizou a tribuna, na sessão desta quarta-feira (17), para repercutir a reunião realizada na tarde de terça-feira (16) com representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). Estiveram presentes o coordenador da Comissão de Fiscalização do órgão, Geraldo Pereira Jotz, e o médico fiscal Mário Henrique Osanai. 

O principal tema foi a vistoria feita pelo Cremers na UPA da Zona Norte, nas cinco Unidades Básicas de Saúde com horário de atendimento estendido e na Central de Exames. A reunião serviu para a comissão receber esclarecimentos sobre o resultado das vistorias, que apontaram diversas irregularidades por parte do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que realiza a gestão compartilhada da unidade de pronto atendimento.

 

TERCEIRIZAÇÃO

 

O documento revela que somente cinco médicos fazem plantão na UPA Zona Norte à noite. “É o efeito da terceirização, da degradação dos serviços públicos, do dinheiro tirado do poder público”, afirmou Renato Oliveira. O parlamentar voltou a criticar a denominada gestão compartilhada pelo Executivo e cobrou providências com relação aos apontamentos a fim de prestar um atendimento de melhor qualidade à população.

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB também participou da reunião com o Cremers. Segundo ele, a falta de respostas não é privilégio somente do órgão fiscalizador. Isso porque, desde 2017, logo após a abertura da UPA Zona Norte, ele pediu vários esclarecimentos ao Executivo e ao IGH, sem ter recebido nenhum retorno.

Conforme Meneguzzi, o Cremers deveria fazer vistorias mais rigorosas e divulgar, na mídia, as irregularidades verificadas. Também adiantou que encaminhará ao Ministério do Trabalho e Emprego novas denúncias contra o IGH. “Para se ter uma ideia, o IGH recebe mais de R$ 2 milhões por mês da Prefeitura e ainda não pagou aos colaboradores os feriados do ano passado e está sugerindo a quitação parcelada em seis vezes. E neste ano também não pagou nada ainda. Estou levando essa e outras denúncias de assédio moral contra os servidores ao Ministério do Trabalho. Espero que este tome providências a respeito”, manifestou.

 

 

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