Por: Leonardo Santos
GRAMADO – Cuca no forno, bolinho de batata no óleo e vinho aberto. O ExpoGramado já está recebendo o público para a 31ª Festa da Colônia, que começou ontem (28) e segue até o dia 15 de maio. A estimativa da organização do evento é receber cerca de 300 mil pessoas em 18 dias de atrações. O público encontrará as tradicionais e deliciosas cucas, pães de linguiça, bolinhos de aipim e batata, biscoitos, além de geléias, vinhos e sucos, produzidos no interior.
A reportagem do Jornal Integração circulou nas instalações da Festa da Colônia, momentos antes do início solenidade de abertura. As famílias produtoras, que fazem o espetáculo acontecer, estão otimistas e acreditam que o evento terá mais sucesso do que na edição anterior.
“Nos preparamos durante sete, oito meses para esta data. Tem todo o trabalho em casa, incluindo preparação de materiais e cultivo das frutas. Tudo sai da colônia. Temos uma expectativa boa de rendimento, trazemos nosso produto sempre com muita qualidade. É tudo feito com muito amor e carinho”, destacou Carlos Eninger, que estima a venda de mais de nove mil unidades de pão de lingüiça.
Direto da Linha Nova, berço de Gramado, a família Eninger, formada por Seu Carlos, Ciliane, Ana Paula e Rafael, produz também cucas e pães tradicionais, além dos queridinhos pães de queijo e cucas recheadas.
“Tem atrativos para todo mundo, cozinhas alemãs e italianas, as tendas com as produções feita nas colônia. Todo ano é uma expectativa nova. Nós estamos acreditando que vamos trabalhar para um público grande. Sempre temos muita ânsia pela festa e estamos com otimismo neste pós-pandemia”, pontuou Eninger.
De acordo com a organização do evento, os Desfiles de Carretas, Escolinha Rural, o espetáculo Origens e os Jogos Rurais, extintos por conta da pandemia da Covid-19, serão retomados.
Sônia Benvic, da Linha Furna, acredita no sucesso da edição e projeta grande aceitação do público em relação à festa. A tenda, que Sônia agrega junto ao marido Leonardo Cavichion, reunirá as duas famílias pela primeira vez na comercialização de produtos na Festa da Colônia. A Benvic produz sucos de uva orgânicos e vinhos. Já a Cavichion trabalha com sucos integrais e geléias.

“Acho que será melhor que no ano passado, que mesmo com a pandemia já foi bom. Acredito que irá superar a última edição. Posso falar das três agroindústrias e sempre focamos na qualidade do produto, na fabricação, nos rótulos, para que tenhamos nomes a zelar. Os meus produtos (Benvic) são relativamente novos, mas eu consegui entrar na Vindima e tive uma aceitação muito boa, não posso reclamar. Já tive um termômetro”, relatou.
A produtora, participante da festa desde 2013, explica que a geléia e o suco integral, mesmo sendo feito pela mesma família (Cavichion) são de agroindústrias diferentes.
“O segredo é o tempero”
Canelenses, gramadenses e turistas. Todo mundo quer saber qual é o segredo do bolinho de batata. É o preparo? É a escolha do legume? O produtor de batatas, Norberto Cavallin, responde. “O segredo é o tempero. Outra coisa importante é que a batata não tenha muita água, pois ela absorve menos gordura e o bolinho fica bem melhor”, sublinhou.
Cavallin, que há 25 anos participa da festa, dividirá tenda com a família Fassbinder, projetando com o fluxo esperado, a venda de mais de 40 mil bolinhos.
“A festa depende muito do clima, neste primeiro dia o tempo está ruim, mas acredito que no final de semana vai melhorar e dar bastante público. Esse ano vai ser melhor, não precisa máscara, chegava a um determinado número de pessoas tinha que barrar a entrada. Então, como está mais liberado, o fluxo vai ser maior. São 18 dias, tem que ter bolinho”, finalizou.












