PAÍS – A Polícia Federal faz operação, na manhã desta terça-feira (23), contra um grupo de empresários investigados por defenderem um suposto golpe de Estado. O caso foi revelado pelo colunista Guilherme Amado, do Portal Metrópoles. A corporação cumpre mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
As medidas judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (19/8). Além dos mandados de busca, Moraes determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e pediu a quebra de sigilo financeiro.
Entre os alvos está o empresário gramadense André Tissot, da Sierra Móveis, e Luciano Hang, da Havan, além de outros nomes e empresas como Mormaii, W3 Engenharia, Shopping Barra Word e Tecnisa.
A reportagem do Metrópole revelou que empresários apoiadores de Jair Bolsonaro teriam defendido um golpe de Estado, caso Lula seja eleito em outubro. A possibilidade de ruptura democrática foi o ponto máximo de uma escalada de radicalismo que dá o tom do grupo de WhatsApp Empresários & Política, criado no ano passado e cujas trocas de mensagens vêm sendo acompanhadas há meses.

Aqui uma opinião de Morongo (Marco Raymundo, da Mormaii)
Logo após o início da repercussão da ação da PF, portais de notícias de todo país passaram a veicular o trabalho. Além das buscas, Alexandre de Moraes determinou bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e tomada de depoimentos.
OS ALVOS DA AÇÃO SÃO:
Afrânio Barreira Filho, do grupo Coco Bambu
Ivan Wrobel, da W3 Engenharia
José Isaac Peres, do grupo Multiplan
José Koury, dono do shopping Barra World
Luciano Hang, das lojas Havan
André Tissot, da Sierra Móveis
Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii
Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa
A reportagem do Jornal Integração procurou a assessoria de André Tissot, mas ainda não obteve um posicionamento do empresário. Conforme o Metrópole, o dono da marca Mormaii é um dos ativos no grupo. E também de acordo com os trechos de conversas divulgados pelo Portal, Tissot opinou apenas que uma “intervenção deveria ter ocorrido hámais tempo”.
Luciano Hang, que possui uma unidade da Havan em Canela, emitiu o seguinte comunicado:
“Sigo tranquilo, pois estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. Desde que me tornei ativista político prego a democracia e a liberdade de pensamento e expressão, para que tenhamos um país mais justo e livre para todos os brasileiros. Eu faço parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas, e cada um tem o seu ponto de vista. Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião. Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu NUNCA, em momento algum, falei sobre golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil”.











