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“Eu acho que essa tem sido a marca do governo Constantino”, critica Vellinho Pinto

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CANELA – O vereador Vellinho Pinto (PDT) criticou a fala do secretário do Meio Ambiente, Alfredo Schaffer, que concedeu entrevista para a Rádio integração Digital, e falou sobre diversos assuntos, inclusive a questão sobre as vendas ilegais de produtos ao redor da Igreja Matriz executada por indígenas.

O problema não é recente e assombra a Prefeitura há algum tempo. Duas ações para coibir a venda já foram realizadas. Os produtos de proveniência industrial foram recolhidos, mas tiveram que ser devolvidos após a intervenção do Ministério Público Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

Inclusive, reuniões para tratar sobre o assunto foram realizadas com as lideranças indígenas, mas nada foi resolvido. O Executivo chegou a oferecer um terreno em frente ao Espelho Gaúcho e o Parque do Lago aos nativos para que desocupassem os arredores da Catedral, o que não foi aceito.

“Eles não aceitaram nenhum lugar, então deu! Reunião para conversar, me nego a participar, eu não participo mais”, disse Alfredo Schaffer para o Integração.

A fala causou revolta em Vellinho que retrucou. “Eu acho que essa tem sido a marca do governo Constantino (se abster). Ou seja, a responsabilidade é da Secretaria, ele tem que construir uma solução. Não pode esmorecer, se isso acontecer passa para outro, outra secretaria ou para o prefeito para tocar a diante. Essa é a questão, da ilegalidade do comércio na volta da Igreja tem que ser enfrentada pela Prefeitura. O Executivo não pode se furtar da responsabilidade que é exclusiva dele. É difícil? É difícil, mas tem que haver diálogo. Não pode se encerrar”, sublinhou.

Ainda na entrevista, o secretário revelou que uma medida será tomada buscando sanar o problema. Ele ainda destacou que muitas das lideranças não são de Canela. “As lideranças não são daqui. Começou a tomar uma proporção maior. Precisamos envolver mais pessoas no problema, do lado deles todos se envolvem. Isso tem que envolver não só a fiscalização, mas tem a Cultura, Fazenda (questão de tributos), Assistência Social, toda a Prefeitura. Tivemos uma reunião sobre isso, o CDL se envolveu e vai ser feita uma ação. A gente vai coibir a venda desses produtos não indígenas. Quer vender os produtos de proveniência indígena? Isso é outro papo”, descreveu.

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