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Pacientes não devem parar com tratamentos contínuos, diz especialista

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GIAN WAGNER

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GRAMADO/CANELA – Pacientes de doenças crônicas não devem parar com tratamentos contínuos, afirma a pneumologista dra. Simone de Leon Martini, de Gramado. Conforme a doutora em ciências pneumológicas, a pandemia de coronavírus está causando o surgimento de muitas dúvidas entre os pacientes e uma das mais recorrentes é sobre o uso de medicamentos. “Algumas pessoas viram por aí que usar alguns remédios de uso contínuo pode aumentar as chances de contrair o novo coronavírus. Isso é mentira e a medicação de uso contínuo não deve ser suspensa”, conta a doutora.

Ela explica que doenças crônicas aumentam os riscos do paciente ter processos infecciosos, seja por bactéria ou por vírus, e que é fundamental a continuidade do uso dos medicamentos. “A presença de doenças crônicas como hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), diabetes, DPOC (enfisema pulmonar, bronquite) e asma aumentam o risco de processos infecciosos bacterianos e virais. A asma brônquica, por exemplo, é uma doença inflamatória crônica, exigindo um acompanhamento e tratamento contínuo”, explica.

“As medicações usadas no tratamento da asma são os corticoides inalados que podem ou não ser associados a broncodilatadores. Já as infecções virais são uma das principais causas de crises de asma. Por isso, manter de forma correta o tratamento prescrito é muito importante”.

Simone ressalta que o uso de corticoide inalatório é seguro e evita crises de asma, doença que mata anualmente mais de duas mil pessoas no país. “O uso de corticoide inalatório nestes pacientes é seguro, evitando as crises de asma. Infelizmente a asma brônquica não tratada é uma causa muito importante de internações hospitalares e mortalidade”.

 

CORTICOIDES INALATÓRIOS SÃO SEGUROS – O uso de corticoides inalatórios é seguro e fundamental em quem tem asma brônquica. “Os pacientes com asma, principalmente os com asma grave, são grupo de risco para as complicações causadas pelo novo coronavírus. É importante lembrar que todas as outras doenças continuam a existir e não podem ser esquecidas, e muito menos os seus tratamentos serem menosprezados”, explica. “A não regularidade no uso das medicações contínuas é mais um fator de risco para as infecções virais e bacterianas”, avalia a especialista, que reforça: “Não precisa deixar o isolamento para manter os tratamentos regulares”.

 

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