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Varejo projeta perdas menores no Dia das Crianças

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Os impactos econômicos em decorrência da covid-19 estão em ritmo de desaceleração no comércio caxiense. A pesquisa de intenção de compras do Dia das Crianças, realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) apurou que apenas 17% dos entrevistados alegaram que a pandemia afetará muito suas compras para a data. Em maio, no Dia das Mães, este índice chegou a 59% e, em agosto, no Dia dos Pais, a 50%.          

Apesar da melhora, o cenário ainda é de apreensão e instabilidade, o que deve refletir na queda das vendas. Baseada nos resultados do levantamento, a entidade estima que haverá retração de 25% na intenção de compras em relação a 2019. “Percebemos que a instabilidade do momento está fazendo com que as pessoas sejam mais conservadoras nas respostas. Mas, se o cenário estiver bom, ela pode mudar de decisão. Da mesma forma, se na semana do Dia das Crianças estivermos em um cenário mais negativo, haverá desaceleração”, analisa Carlos Alberto Cervieri, gerente administrativo financeiro da CDL. Avalia que, em caso de estabilidade da pandemia, o recuo nas vendas pode ficar entre 10% e 15%.  

Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados manifestaram intenção de presentear. No ano anterior, o índice foi de 57%. O ticket médio será de R$ 198, redução de R$ 30 frente a 2019. Brinquedos, com 47%, e roupas e calçados, com 37%, serão os itens mais procurados. “A diminuição do ticket médio tem relação com a perda de poder aquisitivo pela população e o consumidor não está confortável com a situação, sem previsibilidade”, analisa.

O levantamento apurou que 46% dos presentes serão para os filhos, 22,5% para os afilhados e 16% para os sobrinhos. Cerca de 31% das crianças escolherá o artigo. Apesar de não pedirem pelo produto, 60,5% das crianças falam sobre brinquedos e presentes que viram em propagandas. “Nos anos anteriores, havia uma diferença muito grande entre os itens presenteados. Neste, há uma distribuição mais homogênea. Historicamente, as crianças sempre influenciaram na decisão de compra. Neste ano, devido ao distanciamento social, estão tendo pouco contato com tios, padrinhos e avós, por exemplo, o que afeta na hora da decisão de compra por não falarem sobre o desejo de determinado brinquedo”, argumenta o dirigente.

Mais de 45% dos entrevistados afirmaram que farão as compras na semana da data e 31% na véspera. O levantamento apontou, ainda, que 73,5% dos consumidores estão priorizando o varejo caxiense por conta da crise econômica causada pelo coronavírus. A preferência segue pelo atendimento presencial, sendo que 58,5% devem ir em lojas de rua do Centro, 12,5% nas de bairros, 20% em shoppings e 6,45% por meio eletrônico.

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