Vereadores criticam viagens de Daniel e Chico Guerra

Política

15 de março de 2019 às 12:35 hr
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O primeiro a se manifestar contra as viagens do prefeito Daniel Guerra e do irmão dele e chefe de Gabinete, Chico Guerra/PRB, foi o vereador Rafael Bueno/PDT. Na sessão desta quinta-feira (14), o tradicional opositor da atual gestão criticou as viagens marcadas pelo chefe do Executivo para Maringá, onde participa, nesta sexta (15), do Seminário de Gestão, Projetos e Liderança, e de Chico para a Itália, onde assinará, em nome da Administração, o pacto de cidades-irmãs com o município de Corbola. Junto com ele ainda irá Ivete Marchi, subprefeita de Galópolis. Eles viajarão entre os dias 25 de março a 5 de abril.

 

PACTO DO TURISMO

 

Segundo Rafael Bueno, não há justificativa para que Chico Guerra permaneça 14 dias na Itália para firmar o pacto. Ele também alega que Daniel Guerra fará um curso de gestão, porém, nunca participou de reuniões de interesse regional na Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e estadual, na Federação das Associações de Municípios (Famurs). “Fico pensando por que, em momentos importantes, o prefeito não mandou representantes ou não se fez presente em reuniões para tratar de educação, saúde e infraestrutura. Por exemplo, em reunião da Amesne, em reunião da Famurs, conversar com o ex-governador Sartori”, salientou.

Com relação à viagem de Chico, o pedetista acha desnecessário tanto tempo de estada na Itália. “É justificável jogar esse dinheiro do lixo? Fazer turismo com dinheiro do povo? Então, colegas vereadores, essa viagem, esse pacto não se justifica. Não se justifica, vereadora Gladis, porque a senhora foi quem promoveu esse projeto, esse pacto aqui na Câmara de Vereadores”, lembrou.

Em complemento, Gladis Frizzo/MDB explicou que, apesar de ter sido protagonista do pacto, no dia da assinatura do protocolo, não foi chamada para participar. “Nem eu, nem o vereador Velocino Uez pudemos assinar esse documento, porque o prefeito Daniel Guerra não aceitou a nossa assinatura. A gente ficou muito chateado, não é, vereador? No momento, a gente ficou até calado, para não ficar feio para a cidade perante os visitantes da Itália e também da Associação Piccola Itália, que fizeram um trabalho maravilhoso”, reiterou.

 

Gestor só na campanha eleitoral

 

O vereador Paulo Périco/MDB lembrou que Daniel Guerra se autodenomina gestor desde a campanha política de 2016. Na avaliação do parlamentar, o chefe do Executivo faz uso de diárias que criticava nos antecessores. “O senhor [Daniel Guerra] não tem que fazer curso de liderança e de gestão, já que o senhor sempre se apresentou como tal no momento da campanha. O senhor teria que fazer algum curso mental, não de gestão de liderança e ir buscar alguns problemas que não são de gestão de liderança, por quê? Um gestor tem que estar nas suas plenas capacidades”, ressaltou.

Já Eloi Frizzo/PSB disse que a família Guerra domina o Executivo. Conforme o socialista, o chefe de gabinete é a pessoa menos indicada para substituir o prefeito na viagem à Itália. “A Prefeitura é comandada pela Família Guerra S.A. e seus amigos. O que seria natural, se o prefeito não quisesse ir para a Itália assinar esse convênio, porque ficaria 14 dias, quem seria o substituto natural do prefeito, no caso, para ir para a Itália? No mínimo, a secretária de Turismo, o secretário de Desenvolvimento Econômico. Não o chefe de Gabinete! Então é uma distorção”, cobrou.

 

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