Vereadores criticam fechamento do Postão 24h

Política

11 de outubro de 2018 às 12:55 hr
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As críticas ao fechamento do Postão 24h para reformas começaram com o vereador Paulo Périco/MDB. Na sessão desta quarta-feira (10), ele defendeu que o prefeito Daniel Guerra/PRB esclareça, publicamente, as propostas do atual governo para a saúde pública. A declaração ocorreu durante uma série de críticas que ele fez à postura do Executivo caxiense, no caso do Postão 24h.

Périco também criticou o fato de o Executivo ter investido R$ 19 mil somente em um veículo de mídia, anunciando o fechamento do pronto atendimento e divulgando os procedimentos que os usuários precisam adotar em caso de necessidade de precisarem de atendimento de urgência, a partir do dia 17 de outubro.

O vereador voltou a cobrar mais diálogo com a sociedade por parte do Executivo. Ele questionou por quê o prefeito não veio ao legislativo se explicar sobre a reforma do Postão. “O prefeito tem que apresentar o seu projeto nesta Casa, e não em um gabinete”, salientou Périco.

 

TRANSPARÊNCIA

 

Conforme o emedebista, a população ficou só ficou sabendo do valor, por causa de uma lei de autoria dele, aprovada no Legislativo, que obriga o Executivo em afixar no material de campanha impresso ou em vídeo, o valor pago pela veiculação da mídia. Para Périco, não haveria necessidade de gastar o valor, pois a mídia tem feito matéria espontânea suficiente sobre o fechamento do Postão. “A verba poderia ser utilizada para atender outras demandas”, sugeriu.

Como presidente da Comissão de Educação, Paulo Périco criticou a falta de dinheiro para o turismo, por exemplo. Conforme ele, a divulgação da Festa da Uva 2019 está atrasada. O parlamentar falou ainda da escassez de verba pública para as áreas de Saúde, Educação, Assistência Social e Inovação e Tecnologia, que no orçamento do ano que vem, tinha previsto recurso de apenas R$ 600 mil.

 

A reforma é para terceirizar

Denise Pessôa disse que a realocação de servidores não dará certo

 

A polêmica do fechamento do Postão 24h, no dia 17 de outubro, também pautou a vereadora Denise Pessôa/PT. Ela criticou a rapidez da emissão do laudo técnico, utilizado para justificar o encerramento das atividades do pronto atendimento.

Na tribuna da Câmara, a parlamentar leu cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Executivo e Ministérios Públicos Federal e Estadual. Segundo ela, nenhuma outra unidade de saúde foi ampliada ou teve reforço na equipe a fim de atender à demanda que seria do Postão. Ainda conforme Denise, os servidores médicos deverão optar pelo trabalho na iniciativa privada do que trabalhar nas unidades básicas de saúde (UBS).

Denise também criticou o trecho do TAC, onde a Promotoria Pública autoriza o governo municipal de contratar profissionais, se ocorrer falta de pessoal para cobrir a demanda oriunda do Postão. "Aqui, já temos a receita. Ele vai terceirizar o serviço e entregar para a iniciativa privada tudo o que foi construído com o dinheiro público", alertou, avaliou.

 

 

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