Vendas nos supermercados crescem abaixo do estimado

Comunidades

06 de fevereiro de 2019 às 12:37 hr
Texto
-a
+a

O faturamento do setor supermercadista cresceu 2,07% no ano passado na comparação com 2017. Segundo dados divulgados nesta terça (5) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o resultado ficou abaixo da estimativa de 3% feita no começo do ano passado e revista para 2,53% em julho. Em dezembro, as vendas do setor em valores reais aumentaram 3,93% em relação ao mesmo mês de 2017 e 21,13% na comparação com novembro. As informações são da Agência Brasil.

O presidente da entidade, João Sanzovo Neto, disse que o ano de 2018 não teve fôlego para crescimentos mais expressivos, conforme esperava o setor. “Começamos bem, mas fomos surpreendidos com a paralisação dos caminhoneiros no final de maio, impactando no preço dos combustíveis e dos alimentos por causa do desabastecimento. Sem esses fatores, provavelmente, teríamos alcançado melhores resultados”.

Sanzovo destacou ainda a desconfiança dos consumidores após a crise, o que levou as pessoas a ponderarem seus gastos. “Também houve a influência das incertezas do cenário político, causadas pelo ano de eleições. Mesmo assim, crescer 2% nesse cenário é muito positivo, e foi o melhor resultado desde 2015”, observou. 

Ele destacou que as expectativas para este ano estão melhores, principalmente após a definição do novo governo. “Estamos otimistas e esperançosos de que este ano será melhor que o passado. As projeções do mercado financeiro estão positivas, com juros e inflação controlados. A confiança dos empresários segue em alta e, diante desse cenário, projetamos crescimento em torno de 30% nas vendas deste ano”, ressaltou.

 

Preços dos produtos básicos subiram 3,72%

 

O custo da cesta de produtos Abrasmercado, com 35 itens de largo uso, subiu 0,92% em dezembro, passando de R$ 461,48 para R$ 465,71. No acumulado do ano, o custo da cesta aumentou 3,72%.

As principais reduções se concentraram na farinha de mandioca (7,18%), massa sêmola espaguete (5,93%), desinfetante (4,42%) e xampu (4,20%). As elevações mais significativas ocorreram na cebola (24,41%), batata (14,30%), feijão (8,54%) e carne traseiro (3,55%).

 

« Voltar