T-Cross será o primeiro SUV Volkswagen produzido no Brasil

Variedades

28 de dezembro de 2018 às 12:35 hr
Texto
-a
+a

Com a versão final revelada de forma simultânea em Amsterdam, na Holanda; Xangai, na China; e São Paulo, o T-Cross começa a ser vendido pela Volkswagen no primeiro semestre de 2019, possivelmente a partir de abril. O primeiro SUV que a montadora produzirá no Brasil faz parte da estratégia de oferecer modelos globais com características específicas para atender às necessidades locais de cada região. “O T-Cross chega para revolucionar os padrões de seu segmento. A versão brasileira traz mudanças no design, maior espaço interno e é mais alto que o modelo europeu, além de ser seguro, conectado e cheio de tecnologia”, garante o presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si.

O T-Cross para os mercados da América Latina será produzido em São José dos Pinhais (PR) e faz parte dos cinco novos SUVs a serem lançados pela Volkswagen na região até 2020. O investimento na fábrica foi de R$ 2 bilhões.

O modelo foi desenvolvido a partir de premissas identificadas por meio de pesquisas realizadas pela Volkswagen. Elas mostraram que o consumidor quer um veículo prático, com mais espaço e flexibilidade; descolado, com design marcante e que permita personalização; intuitivo, digital e conectado; e que ofereça o máximo de segurança tanto para os ocupantes quanto para o trânsito em geral.

No Brasil, o T-Cross terá exclusivamente motores TSI, que combinam injeção direta de combustível e turbocompressor. O motor 250 TSI Total Flex gera potência de até 150 cv (110 kW), com gasolina ou etanol, a 4.500 rpm. O torque máximo, também com ambos os combustíveis, é de 250 Nm (25,5 kgfm) – será o maior da categoria. Esse motor será combinado exclusivamente à transmissão automática de seis marchas com função tiptronic e aletas para trocas no volante. 

Já o motor 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cv (94 kW) a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cv (85 kW), à mesma rotação. O torque máximo é de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2.000 a 3.500 rpm. Esse motor poderá ser combinado à transmissão manual ou à automática com função tiptronic, também com as aletas no volante, ambas de seis marchas.

 

Dimensões são maiores que a versão europeia

 

O T-Cross brasileiro mede 4.199 mm de comprimento e 1.568 mm de altura (9 mm mais alto que o T-Cross europeu). A distância entre os eixos do modelo que será produzido no Brasil é maior: 2.651 mm (88 mm a mais do que o T-Cross europeu). A posição de dirigir é mais elevada, típica de SUVs, o que colabora para melhorar o espaço interno. A capacidade do porta-malas varia entre 373 e 420 litros. O encosto rebatível do banco do passageiro dianteiro oferece ainda mais flexibilidade. 

Todas as versões serão equipadas de série com controle eletrônico de estabilidade (ESC). O sistema reconhece um estágio inicial de que uma situação de rodagem crítica está para acontecer. Compara os comandos do motorista com as reações do veículo a esse comando. Se necessário, o sistema reduz o torque do motor e freia uma ou várias rodas até atingir a condição de estabilidade. O ESC inclui uma série de sistemas de assistência à condução. Além de sensores dianteiro e traseiro para estacionamento, o T-Cross também poderá ser equipado com o sistema park assist 3.0, que permite o estacionamento autônomo em vagas paralelas e transversais – e agora com a função de freio de manobra.

 

Modelo traz, de série, conteúdos inéditos

 

A parte dianteira do T-Cross destaca-se por sua altura, com uma grade ampla e faróis de LED integrados, e diferencia-se do desenho do modelo europeu. Também responsável por essa altura acentuada é a tampa do compartimento do motor. A região inferior da parte dianteira distingue-se por detalhes como os faróis de neblina inseridos de modo marcante. Todas as versões serão equipadas com luz de condução diurna em LED, integrada ao farol de neblina. Haverá oferta de faróis full-LED – neste caso, a luz de condução diurna encontra-se na própria carcaça do farol. 

Nas laterais, uma linha característica acentuada divide os espaços. A traseira traz um novo elemento de design da Volkswagen: a faixa de refletores estendida transversalmente e emoldurada por um painel preto. 

O T-Cross também poderá ser equipado com teto solar panorâmico sky view – dois painéis de vidro que abrangem mais da metade da área do teto do carro (a seção dianteira pode ser aberta eletricamente). Outro destaque no interior é a iluminação ambiente em LED. Há luzes na região dos pés, no centro do console, no painel e nas maçanetas.

O veículo pode ser equipado, opcionalmente, por um sistema de infotainment com tela sensível ao toque de oito polegadas e quadro de instrumentos totalmente digital de última geração. Os instrumentos são implementados virtualmente via software. Somente as luzes/ícones na borda inferior do mostrador são instalados em hardware. Informações de navegação podem ser mostradas em 2D ou 3D, em uma tela de 10,25 polegadas, do tamanho de um tablet. Dados exibidos no console central pelo sistema de infotainment também podem ser exibidas no painel digital programável. 

O T-Cross será o primeiro modelo em seu segmento no Brasil a oferecer o manual cognitivo, que usa IBM Watson para responder ao motorista questões sobre o veículo, incluindo informações contidas no manual do carro. O sistema de travamento e partida Kessy será opcional.

 

Tarok é novidade no segmento de picapes

 

Outro produto programado pela Volkswagen, mas ainda sem data para lançamento, é a Tarok, que inclui a marca no segmento de picape médias. De acordo com Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América Latina, o modelo está na lista dos 20 lançamentos prometidos pela marca até 2020.

A Tarok é apresentada como modelo intermediário, entre a Amarok e a Saveiro, com uma nova plataforma baseada no MQB, novo conceito de produção do Grupo Volkswagen no mundo, mas com componentes novos. O conceito da Tarok foi concebido inteiramente pelos designers da região da América Latina e deverá ser um dos últimos dos oito lançamentos que faltam ao plano atual de investimento.

A versão conceito apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo trouxe recurso inédito de aumento da caçamba com o rebatimento dos bancos da parede divisória traseira. Inicialmente será do tipo cabine dupla e capacidade para uma tonelada. Com visual urbano, o desenho traz detalhes como uma linha em alumínio que atravessa todo o teto nas laterais superiores e uma conexão entre farol e grade.

A Volkswagen também confirma para o segundo semestre de 2019 a chegada do Golf GTE, híbrido plug-in (recarregável na tomada). O modelo está sendo adaptado para o mercado da América Latina.

 

« Voltar