Economia

Setor de ônibus perde mercado significativo

Pikussa lamenta impasse no programa Caminho da Escola
24 de maio de 2019 às 12:39
Foto: Luiz Erbes, Divulgação

Depois de avançar quase 45% no ano passado sobre os dois anteriores, saindo do patamar pouco acima de 14 mil para 20 mil unidades, os fabricantes de carrocerias de ônibus esperam repetir este volume em 2019. Embora segmentos como de urbanos estejam em franca expansão, o setor deve ressentir-se, no segundo semestre, de vendas para o programa Caminho da Escola, que ao longo de 10 anos resultou na entrega de quase 60 mil unidades para prefeituras do interior. “O programa acaba em julho e não tem nova licitação. Este mercado fará falta no fechamento do ano”, lamentou Rodrigo Pikussa, diretor do Negócio Ônibus da Marcopolo.

De acordo com o executivo, o primeiro quadrimestre registrou alta de quase 40%, acima da média esperada. No entanto, o índice perderá força ao longo do ano, especialmente pelo fim das entregas do Caminho da Escola. Para 2020 e 2021, a expectativa é de produzir 23,1 mil unidades e 24,8 mil, respectivamente.

Pikussa observou que as premissas que validaram o planejamento feito em outubro passado não se concretizaram. Dentre elas, o PIB, que da projeção de 2,5% deve ficar na casa de 1% a 1,5%; o cenário político positivo que não se confirmou e está refletindo na demora da aprovação das medidas econômicas; a recomposição das tarifas do setor urbano que não ocorreu; e o esperado crescimento da atividade industrial que segue abaixo do previsto. “Precisamos aguardar os próximos 90 dias para uma termos uma visão mais definitiva do ano”, argumentou.