Sartori confirma novas parcerias público-privadas

Comunidades

13 de março de 2018 às 12:05 hr
Texto
-a
+a

O governador José Ivo Sartori iniciou sua manifestação, nesta segunda (12), na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, confirmando consolidação de parceria público-privada, envolvendo a Corsan, para o tratamento de esgoto na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo Sartori, trata-se de iniciativa inédita, orçada em R$ 2,5 bilhões, constituindo-se na primeira abertura das portas para futuras parcerias com o setor privado. Sem entrar em detalhes, também antecipou que espera definir, em breve, o primeiro processo de concessão de rodovias no Rio Grande do Sul.

O governador ainda mencionou, como positiva, a transferência de gestão do Aeroporto Salgado Filho, para a Fraport, e as tratativas para encaminhar uma parceria entre a FASE e o CIEEE, visando à colocação de internos no mercado de trabalho. Ainda no campo econômico, Sartori assinalou que foram mapeados R$ 41,9 bilhões de intenções de investimentos privados para o Rio Grande do Sul. Destes, R$ 12 bilhões em realização, como os da fábrica da General Motors, em Gravataí; da Sthil e da SAP, em São Leopoldo, além da Fraport e, recentemente, de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre. Espera concretizar para breve projeto da Xangai Elétrica para assumir linhas de transmissão da Eletrosul, que há quatro anos aguardam por investimento.

Além dos encaminhamentos dos processos das parcerias público-privadas, o governador destacou como conquistas já consolidadas, a Previdência Complementar no Executivo; a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual e o orçamento realista para 2018. “Vamos ter uma despesa de R$ 70 bilhões e uma receita de R$ 62 bilhões”, assinalou.

O governador fez menção às ações empreendidas que resultaram na redução para R$ 8 bilhões do déficit estimado em R$ 25 bilhões, no primeiro ano de governo, para 2018. Citou a diminuição nos quadros de confiança em 35%, redução de 29 para 17 o número de secretarias, o contingenciamento de despesas e a modernização do Estado. “O barulho foi grande, mas o resultado está aí: resolvemos dois terços do problema. Hoje não tem mais nenhuma consultoria trabalhando para o governo, tudo é resolvido por nós com metas e resultados”, afirmou.

 

Medidas duras, mas necessárias

 

Para o governador José Ivo Sartori, as medidas adotadas foram amargas, mas necessárias para tirar o Rio Grande do Sul do estado crítico em que se encontrava. Segundo ele, ainda há muito que fazer, mas assegura que os avanços estão ocorrendo. “Estamos deixando um caminho que pode ser seguido pelo sucessor, mas alguns teimam em não aceitar de que a crise não é tão grave quanto a que apontamos”, registrou.

Nesta terça, o governador estará reunido com Brasília com o presidente Michel Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para dar encaminhamento ao processo de consolidação do Regime de Recuperação Fiscal. Garantiu que o estoque final da dívida será reduzido em R$ 22 bilhões a partir da adoção de uma taxa de juros de 4%.

Para Sartori, que citou os principais avanços conquistados na área social, infraestrutura e logística, modernização da gestão, segurança e novos investimentos, é preciso deixar de lado o pessimismo, os ranços ideológicos e os interesses coletivos para mudar o estado de espírito do Rio Grande do Sul. “Mesmo neste ano eleitoral, continuaremos fazendo as ações que planejamos e encaminhando à Assembleia os projetos que entendemos sejam do interesse coletivo do estado. Mesmo na pior crise que já vivenciei em mais de 40 anos de vida pública, não paramos. As medidas foram duras, mas estamos num novo ciclo de desenvolvimento econômico e social”, assinalou.

 

Liberado início de obra na BR-116

 

Antecedendo à manifestação do governador José Ivo Sartori, foi assinada a ordem de serviço para início de obras em trecho urbano de 950 metros na BR-16, em Caxias do Sul. O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), Valter Casimiro Silveira, lembrou que a obra era reivindicada há mais de 30 anos e reconheceu como inadmissível uma demora como esta. “O governo federal está começando a pagar uma dívida com a comunidade, que só estará liquidada quando a obra estiver pronta, dentro de 150 dias. A verdade é que uma cidade com o potencial que Caxias do Sul tem não pode ficar esperando tanto tempo por uma obra como esta”, assinalou. Ele cobrou que a empresa contratada, a LCM Construção e Comércio, admita recursos humanos locais, medida que gera renda e impostos na cidade.

Antes da reunião-almoço, os representantes do órgão se reuniram com a presidência, Diretoria de Política Urbana e Infraestrutura da CIC e empresários do setor de transportes, que pediram adequações na BR-116 para melhorar o escoamento da produção, especialmente os veículos de grande porte produzidos pelas indústrias locais. Silveira e o superintendente regional do DNIT no estado, Hiratan Pinheiro da Silva, acenaram com a possibilidade de atacar emergencialmente os pontos mais críticos, usando para isso recursos previstos para manutenção, e encaminhar estudos e previsão no orçamento de 2019 para as obras com necessidade de maior intervenção. Em conjunto com a Prefeitura e Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, a CIC entregou ao diretor do DNIT documento encaminhado ao ministro dos Transportes cobrando posição federal em relação ao projeto do Aeroporto Internacional de Vila Oliva.

 

CIC apresenta pleitos ao governador

 

O presidente da CIC, Ivanir Gasparin, renovou em seu discurso vários pleitos do setor empresarial na área de infraestrutura e logística. Dentre eles, a duplicação do trecho da RS-122 entre Farroupilha e São Vendelino, construção de viaduto no trecho da Tramontina, em Farroupilha, e outorga ao Município do Aeroporto Regional Hugo Canterggiani. Também mencionou a demanda do Trem Regional e do Aeroporto de Vila Oliva. “Apesar da crise financeira não podemos parar de encaminhar as obras tão antigas e necessárias para o desenvolvimento econômico e social a região. O governo precisa estar mais próximo do setor produtivo. É imprescindível reduzir a alta carga tributária, resolver os problemas de infraestrutura e logística e desburocratizar. Chegou a hora de mudar isto”, expressou.

 

« Voltar