Professores retomam greve na educação infantil

Política

07 de dezembro de 2017 às 11:10 hr
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Das 45 escolinhas de educação infantil de Caxias do Sul, duas ficaram fechadas nesta quarta-feira (5). O motivo foi a reviravolta na paralisação da categoria, que havia sido dada como encerrada, na noite de segunda-feira (4), durante assembleia da categoria, realizada após encontro de representantes das entidades conveniadas, coordenadores de escolas e o prefeito Daniel Guerra (PRB). Paralisaram as atividades as escolas municipais de Educação Infantil Marquinhos, que fica no Bairro São Victor-Cohab, e Dolaimes Angeli, do Bairro Centenário II.

Segundo as professoras, a situação retrocedeu tendo em vista a conveniada ter descontado, do salário do mês de novembro, os quatro dias paralisados, o bônus assiduidade e o proporcional do vale-alimentação referente ao período não trabalhado. As educadoras disseram que a entidade havia recebido um documento da Secretaria Municipal de Educação, informando que não iria repassar o valor referente aos dias de greve. Ainda conforme as profissionais, os dias parados em dezembro também teriam sido descontados antecipadamente na folha de pagamento do mês anterior.

 

Categoria pede nova guarida ao Legislativo

 

Pela terceira semana consecutiva, os educadores infantis lotaram as galerias da Câmara de Vereadores, juntamente com servidores do Postão 24 Horas e artistas. Após receberem e se desculparem com os pais das crianças, professores das duas escolas foram ao Legislativo em busca de voz para apresentarem os argumentos à comunidade.

Utilizando a tribuna, por intermédio de um acordo de lideranças partidárias, a professora Stéfani Macagnan, da Escola Ana Aurora II, disse que o Executivo não formalizou a proposta apresentada na segunda-feira. Além disso, ponderou que a greve é legal e não poderiam ter sido feitos os descontos na folha salarial de novembro. Ela questionou os valores propostos pelo Executivo para o próximo ano e a redução da carga horária. Entretanto, para Stéfani, a falta de garantia do emprego é a maior preocupação. “O sindicato não poderia ter encerrado a greve sem ter feito uma assembleia com os professores”, reclamou.

A polêmica terá mais um capítulo, nesta quinta, na assembleia convocada pelo Sindicato dos Empregados em Entidades, Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional. A plenária ocorre às 19h, no Legislativo. A concentração servirá para os trabalhadores decidirem os próximos passos da mobilização.

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