Professores decidem continuar em greve

Cidades

13 de novembro de 2017 às 12:20 hr
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Os professores da rede estadual de ensino, em assembleia geral, realizada sexta-feira (10,) em Porto Alegre, optaram pela continuidade do movimento grevista que se estende por mais de dois meses. Foram 1.160 votos a favor da greve e 578 contrários. “A categoria continua muito indignada com o governo, e suas propostas não atenderam aos nossos anseios. Cada vez que o governador fala, contribui para que a nossa indignação aumente”, ressaltou o diretor geral CPERS – Núcleo 1 – Caxias do Sul, David Orsi Carnizzela.

De acordo com o dirigente, as vigílias continuarão sendo feitas todas as terças-feiras na Assembleia Legislativa. A partir de agora, plenárias serão marcadas para debater os projetos de leis que tenham relação com educação e mudanças do Instituto de Previdência do Estado (IPE), além de exigirem respostas sobre a destinação exata da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. “Atualmente, não temos meios para saber para onde vai este dinheiro”, criticou.

Sobre como será a adesão ao movimento por parte da categoria, Carnizzela salientou que tudo dependerá do entendimento da classe. O certo é que mesmo com as propostas apresentadas pelo governo do Estado, a categoria seguirá pressionando para que não ocorra parcelamento de salários e do 13º, e que suas demandas sejam atendidas, mantendo a greve por tempo indeterminado. “Também queremos reajuste, pois sabemos que outros servidores o obtiveram”, alertou.

 

Pais cobram que aulas voltem à normalidade

 

A titular da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), Janice Terezinha Zambarda Moraes, lamentou a decisão dos professores e destacou que estão ficando insustentáveis os rumos desenhados. “Os pais nos cobram, acham que temos o poder de obrigá-los a voltar, mas não dispomos desse poder. Parece ser proposital essa insistência em manter a greve. Não tem mais o que se fazer. Sinceramente, não esperava que fossem tomar essa decisão, como educadores que são”, criticou.

Janice informou que, juntamente com as demais coordenadorias, avaliará a situação visando ao cumprimento do ano letivo, para que pais e alunos não saiam prejudicados. Indicou que o remanejamento está liberado para todas as séries, além das turmas de 3º e 9º anos. “Os pais podem ir diretamente às escolas ou à central de matrículas. Sei que haverá intensificação por parte dos pais para encaminhamento dos filhos para escolas que não estejam em greve. Comparada com outras coordenadorias, aqui a procura foi relativamente baixa”.

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