Cidades

Prefeitura não repassa verbas e usuários da Apae ficam sem aula

O atraso no repasse de recursos pela Prefeitura impediu a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Caxias do Sul de dar início ao ano letivo de 2019. De acordo com
18 de março de 2019

O atraso no repasse de recursos pela Prefeitura impediu a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Caxias do Sul de dar início ao ano letivo de 2019. De acordo com a presidente da instituição, Fátima Randon, as aulas eram para ter começado ainda antes do Carnaval. “No final do ano passado, quando a Prefeitura anunciou a retirada dos seis professores que atendiam a escola, de imediato, começamos a trabalhar nos processos necessários para a reposição. No início de janeiro, encaminhamos a documentação com as exigências e garantias que o Município requeria. Desde então, foram várias idas e vindas, sempre com pedidos de adequações, as quais sempre atendemos. O último envio que fizemos foi há quase 20 dias. Desde então, não tivemos mais nenhuma resposta”, detalhou.

Segundo Fátima, diariamente, familiares e responsáveis dos mais de 60 alunos que frequentam a escola da Apae perguntam sobre a data de início do ano letivo. “O Município não pensou em como essas pessoas e seus dependentes ficariam numa situação como a que estamos vivenciando. Nós, como entidade, sentimo-nos impotentes. Dependemos dessa verba para manter a escola. Diante da falta de respostas do Município, não podemos precisar quando as aulas terão início. Esperamos que até o final do mês tudo se resolva. É muito triste não ter uma informação concreta para repassar aos usuários, que dependem deste serviço”, ressaltou.

Conforme Fátima, o valor necessário para contratar e manter o quadro de oito professores com 20 horas semanais por um ano é de R$ 192 mil. No ano passado, eram seis docentes, sendo dois com contratos de 40 horas semanais. “Esses profissionais retornaram à rede municipal. Alguns, provavelmente, desenvolvendo tarefas diferentes das quais realizam na Apae. Aguardamos que o Município se sensibilize, disponibilizando esse recurso, muito pequeno diante a grandeza do atendimento ofertado”. A situação foi levada, nesta sexta, à Prefeitura pela vereadora Tatiane Frizzo/SD.