Pasin critica oposição ao governo Sartori

Política

14 de fevereiro de 2018 às 13:05 hr
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O prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin (PP) foi um dos que esteve em Caxias do Sul, na última quinta-feira (08), para recepcionar o ministro da Saúde, o também progressista Ricardo Barros. Ele entrou para a história política da Capital da Uva e do Vinho como o primeiro prefeito reeleito do município, em outubro de 2016, com mais de 60% dos votos válidos. Há duas semanas, Pasin despontou como um dos três pré-candidatos ao governo do Estado, este ano. Entretanto, depois de uma reunião da executiva estadual do PP, em Porto Alegre, na semana passada, ele abriu mão de colocar o nome à disposição dos filiados, na convenção do partido.

Durante entrevista à FOLHA DE CAXIAS e Rádio Spaço FM, de Farroupilha, Pasin falou das demandas da saúde do Município, que levou ao ministro e de política partidária. Analisou o atual momento do governo estadual e explicou porque desistiu da pré-candidatura ao Executivo estadual.

Prefeito, qual a perspectiva do atendimento das demandas que o senhor trouxe ao ministro Ricardo Barros?

Pasin: “Solicitamos a habilitação do pronto atendimento 24 horas zona Norte, tendo em vista que na zona sul já temos a UPA 24 horas habilitada e qualificada. É uma forma de fazer com que o governo federal atenda nossa reivindicação de proporcionar um atendimento especializado, que estamos fazendo à nossa população da área Norte de Bento Gonçalves. É por aí o caminho e o ministro Ricardo Barros, engenheiro que é, cartesiano, de uma forma muito prática, tem essa visão de gestão e orienta a todos os municípios. Nós aqui na Serra, estamos trabalhando de forma unida, lado a lado, pareados, tendo em vista o fato de que a saúde não é algo setorizado. É algo inerente ao cidadão e nós, como região, temos características iguais. Então, é o caminho mesmo, não tenho dúvida. Aqui trabalhando de forma conjunta, a gente vai reduzir os nossos esforços e aumentar a nossa condição de atuação junto à nossa comunidade.”

Que motivos levaram o senhor a se dispor em ser pré-candidato ao governo do Estado pelo PP?

Pasin: “A renovação é uma pauta que vem há muito tempo envolvendo e incentivando essa mudança na política. A situação do Brasil faz com que busquemos novas alternativas, novas cabeças, uma renovação de lideranças, uma oxigenação de ideias. Acredito que minha mocidade e o próprio resultado da gestão em Bento Gonçalves têm motivado a que companheiros tenham entendido pelo meu nome como uma indicação ao governo do Estado. Mas vamos lá, nós estamos comprometidos com o melhor do Rio Grande do Sul e esse melhor é entender que nós temos os nossos prazos, existem tempos e nós precisamos é trabalhar. Nós de Bento Gonçalves continuaremos ajudar o Rio Grande do Sul”.

Por que o senhor desistiu da pré-candidatura?

Pasin: “Na verdade, foi uma indicação dos nossos colegas da Serra, lideranças de outros municípios, que entenderam em meu nome uma condição de dar uma oxigenada, renovada no processo, pelo meu trabalho como prefeito de Bento Gonçalves: meu compromisso pelos próximos anos. Estou no segundo mandato e muita coisa que foi plantada, nós precisamos entregar à nossa comunidade. Acho que o momento é de trabalhar junto ao povo de Bento Gonçalves e, obviamente, de Bento trabalhar a região e também apoiar o Estado do Rio Grande do Sul, de casa, mas de casa”.

Como o senhor avalia as duas pré-candidaturas que disputarão a vaga pelo PP?

Pasin: O Partido Progressista tem dois pré-candidatos, o deputado federal Luiz Carlos Heinze e o companheiro progressista de Novo Hamburgo, Antonio Weck. Eu creio que nós precisamos é incentivar que mais e mais pessoas se candidatem, pois irão contribuir com o desenvolvimento do nosso Estado. Hoje, não temos processos abertos de coligações e composições. É o momento de conversar, de ver a condição de cada um, escutar a nossa comunidade. Mas o que nos basta é saber que muitas pessoas ou várias pessoas querem fazer o melhor para o nosso Estado. Me assustaria se nós não tivéssemos pessoas, que quisessem se dispor ou dispor do seu tempo e sua condição pessoal para investir no Estado do Rio Grande do Sul e no bem da nossa comunidade gaúcha. Estou muito feliz em saber que várias pessoas querem se colocar à disposição do Estado e do Partido Progressista.”

Qual a sua avaliação sobre o governo de José Ivo Sartori?

Pasin: “Imagino que ele está no caminho certo. Na verdade, o Partido Progressista é parceiro do governo Sartori, desde o início de seu mandato, como apoiadores no segundo turno da eleição de 2014. Vamos continuar apoiando todos os projetos. Mas o PP está discutindo o seu caminho. O plano de recuperação fiscal não é a maior maravilha de todas, mas é a única alternativapossível neste momento. Todo mundo pode contrariar o fato de nós termos um acréscimo de juros, mesmo com essa dilação de prazo, porém é a única alternativa. Então, nós temos que apoiar o governador, porque ele está demonstrando um caminho, uma solução. Me apavora termos cidadãos, líderes de processos, deputados ou lideranças políticas que, por exemplo, mentem e criticam o processo. Contudo, na verdade,  não apresentam outra alternativa. Acabou a fase de nós sermos irresponsáveis. Ninguém mais é criança nesse processo. Se tu fores contra, apresente novos caminhos. Se não, apoia quem tá apresentando o novo norte”.

Como o senhor analisa a pré-candidatura do tucano Eduardo Leite ao Palácio Piratini e acredita em uma possível coligação com o PSDB?

Pasin: “Eu tenho uma amizade particular com o Eduardo Leite. Sou um admirador do trabalho dele. Acharia que um caminho muito bonito a seguir, tendo em vista a renovação e experiências acumuladas nas gestões do PSDB. Outro fator é a parceria que o PP tem em grandes municípios. Em Bento Gonçalves, inclusive, com o vice-prefeito Aido Bertuol. Além disso, em Porto Alegre, Santa Maria e tantos outros municípios em que somos parceiros, porque pensamos de forma muito semelhante. Porém, são partidos que têm grandes lideranças e podem oferecer, neste longo período de debate até as convenções estaduais, outras alternativas. Mas todos aqueles que quiserem o melhor para o Estado têm que estar juntos, independente de vaidade, independente de partido.”

 

 

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