Moradores cobram soluções para atuação de recicladoras

Cidades

16 de abril de 2018 às 12:50 hr
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Cansados de enfrentar diariamente problemas que afetam segurança, saúde, trânsito e meio ambiente, moradores da Rua Cristóforo Randon, nas proximidades do Estádio Centenário, cobram soluções das autoridades competentes. Durante audiência pública na Câmara de Vereadores, representantes da União das Associações de Bairros e da Associação de Moradores do Bairro Euzébio Beltrão de Queiroz expuseram as dificuldades para representantes da Promotoria de Justiça Especializada, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros, além de vereadores e secretários municipais.

Conforme o vereador Adiló Didomenico/PTB, as reclamações têm relação com três recicladoras localizadas na rua, que ao longo do dia, mas principalmente a partir das 22h, seguidamente adentrando a madrugada, movimentam dezenas de carrinhos de sucateiros, que descarregam o material coletado. “Os moradores reclamam que o barulho é intenso a noite toda, comprometendo o sossego. Também existe o risco eminente de acontecer um incêndio de grande proporção, o que colocaria em risco a integridade de toda vizinhança. São três recicladoras com um estoque muito grande de material altamente inflamável, encravadas no meio das demais residências”, relatou.

Outra dificuldade enfrentada por moradores, transeuntes e motoristas é a circulação na calçada ou na via de trânsito. Seja pelo tráfego intenso de catadores ou por servir de estacionamento dos carrinhos. “Em determinados momentos, o trânsito de pedestres e carros fica bem prejudicado. Os carrinhos tomam conta de todo o espaço, além das constantes manobras de caminhões carregando o material das recicladoras”, informou.

 

Em busca de solução pacífica

 

Embora sejam problemas que coloquem em risco a vida, descanso e circulação da comunidade local, Adiló Didomenico assegurou que a intenção é encontrar uma solução pacífica para o impasse. “Os representantes das recicladoras entendem que a atual situação não é a ideal e que precisa ser solucionada. Eles só não querem perder o direito de trabalhar. Por isso, as autoridades presentes à audiência se comprometeram em encontrar soluções para ajudar essas pessoas que dependem deste trabalho para sobreviver”, garantiu.

Dentre as primeiras medidas imediatas está uma conversa que a Administração Municipal, via secretarias do Desenvolvimento Econômico ou de Trânsito ou a Fundação de Assistência Social, terá com os catadores para que respeitem os horários e o trânsito. “Com pequenos ajustes, pelo menos de uma forma emergencial, conseguiremos minimizar os impactos negativos, gerados pela falta de orientação”, observou o vereador, que agendou audiência com o procurador do Município para apresentar algumas sugestões. Uma delas é utilizar um espaço da Prefeitura, atrás da Cooperativa dos Táxis, para localização das recicladoras ou estacionamento dos carrinhos.

 

Lixeiras sempre cheias

 

Outro problema destacado pelos moradores é a sujeira que os catadores deixam ao longo da Rua Cristófaro Randon. Segundo o vereador Adiló Didomenico, os contêineres verdes e amarelos estão quase sempre abarrotados com os rejeitos da reciclagem, fazendo com que o lixo doméstico tenha que ser depositado no chão. “Essa situação tem contribuído muito para que o lixo se espalhe pela rua, que os animais rasguem as sacolas e que haja entupimentos de bueiros e aparecimento crescente de ratos”, alertou.

Para solucionar este problema, Didomenico informou que a Codeca deverá, nos próximos dias, fazer um intensivo de limpeza. Após, colocará uma grande caixa metálica para que os rejeitos dos coletores sejam depositados. “Também é preciso resolver o problema de dois contêiner de sucata, que estão na subida da Rua Bento Gonçalves, em ambos os lados, sem nenhuma sinalização, avançando sobre a via, prejudicando a tráfego de veículos”, cobrou.

 

 

 

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