Cidades

Monte Belo celebra legado gastronômico

10º Polentaço ocorre neste sábado e domingo com tombo de polenta de 800 quilos
16 de maio de 2019 às 12:54
Foto: Marlove Perin, Divulgação

Carinhosamente eleita como espécie de patrimônio imaterial da Serra, a polenta é mais do que uma iguaria trazida pelos imigrantes italianos como alimento de resistência, também é o manjar de identidade de seu povo. Tanto que é motivo de festa em Monte Belo do Sul. Na Praça Padre José Ferlin, no sábado e domingo (18 e 19), ocorre a 10ª edição do Polentaço, uma verdadeira celebração à mistura de farinha de milho, água e sal que alimentou as esperanças dos italianos em sua nova pátria.

Para comemorar esse legado gastronômico, várias atrações artísticas – e gratuitas – envolvendo cantoria e danças típicas foram combinadas à programação culinária da festa, cujo ponto alto é o tombo de 800 quilos de polenta. A virada da polenta gigante ocorrerá em dois momentos: sábado, às 17h15; e, domingo, às 14h30min. Ao redor da praça, vários empreendedores locais oferecem, em barraquinhas, experiências da gastronomia típica regional – tendo a polenta como protagonista.

Outra atração é a exposição de esculturas feitas com polenta. Em cartaz no Salão Paroquial, a mostra é tida como a única no mundo na categoria e compõe, ao lado da exposição fotográfica que envolveu escolas do município, um momento para as artes visuais.

A ode à conhecida fartura gastronômica da Serra segue reinando nas atrações que complementam a programação do Polentaço, também vitrine da agroindústria local. Chimias, pães, biscoitos, salame e queijo, entre outros produtos, também fazem parte da orgia alimentar do evento, assim como os vinhos e espumantes locais, em evidência em virtude do Dia do Vinho Brasileiro. Os dois dias são marcados, ainda, por diversas apresentações artísticas e musicais, valorizando a cultura local.

Preparo coletivo

São mais de seis horas de cozimento para deixar os 800 quilos prontinhos para o público. Cada polenta gigante leva 125 kg de farinha de milho, seis quilos de sal e três litros de óleo de soja, além de 600 litros de água. O preparo é similar ao corriqueiro, em menor quantidade, porém exige maior número de pessoas envolvidas: são 12 polenteiros, sendo que quatro ficam de forma permanente mexendo o tacho durante o período. Tudo é cozido dentro de uma enorme ‘cagliera’ com 1,60 metro de diâmetro e quase um metro de altura. O tombo é feito por um guindaste, que ergue a estrutura e despeja a polenta dentro de um recipiente. Depois de finalizado esse processo, uma equipe de 15 a 20 pessoas distribui o cozido – que rende, em média, 3.500 porções.

Com mais de 50 quilos de carne moída, o molho que acompanha a polenta tem cerca de 20 quilos de cebola, duas cabeças de alho, um quilo de sal, 10 quilos de tomates batidos, salsa a gosto e aproximadamente 10 litros de óleo de soja. São quatro horas de cocção até que fique no ponto ideal. A quantidade serve para acompanhar as duas polentas gigantes.