Maioria dos gaúchos abre negócios por oportunidade

Comunidades

11 de outubro de 2017 às 12:20 hr
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Os gaúchos estão de olhos abertos para novas oportunidades no mercado e abrindo negócios para atender as necessidades dos consumidores. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) conduzido pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, em parceria com o Sebrae, a cada empreendimento iniciado por necessidade - como desemprego ou complemento de renda - no Estado, dois começam a partir de oportunidades identificadas pelos empresários. No Brasil, esta razão (oportunidade/necessidade) é de 1,4. Esta é a primeira vez que a pesquisa, realizada anualmente em âmbito mundial e nacional, apresenta um recorte do Rio Grande do Sul.

Para chegar aos resultados da pesquisa GEM “Empreendedorismo no Rio Grande do Sul” foram entrevistados 2 mil indivíduos, entre 18 a 64 anos, e 23 especialistas. Como é a primeira edição, os dados são comparados aos resultados nacionais. “O Rio Grande do Sul tem 1,9 milhão de empreendedores entre 18 e 64 anos, atuando principalmente em serviços voltados ao consumidor final, representado por atividades como comércio varejista, serviços de alimentação e bebidas e cabeleireiros”, destaca o diretor-superintendente do Sebrae/RS, Derly Fialho, com base nos dados da pesquisa.

O levantamento também revela que a taxa de empreendedorismo total no estado é mais baixa do que a média nacional, conforme explica o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/RS, André Campos. “Enquanto no Brasil, os empreendedores correspondem a 36% da população de 18 a 64 anos, no Rio Grande do Sul esse índice cai para 26%”, compara.

A análise mais aprofundada dos dados permite identificar outras características de quem decide começar um negócio no Estado. Mais da metade (53%) dos empreendedores iniciais tem até 34 anos e, para a maioria (55%), o medo do fracasso não é impeditivo para iniciar um negócio.

O estudo também ouviu especialistas gaúchos que apontaram as condições necessárias para abrir e manter um novo empreendimento no estado. Para 87%, o desenvolvimento de políticas públicas e programas de fortalecimento ao empreendedorismo são prioritários. Outros pontos relevantes são os investimentos em educação e capacitação e apoio financeiro (30,4%), além de pesquisa e desenvolvimento (13,4%). A pesquisa também revela cautela para abrir uma empresa. Menos de 40% dos entrevistados identificam boas oportunidades para começar um empreendimento nos próximos meses.

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