Magistério não recua e mantém greve

Cidades

11 de outubro de 2017 às 12:40 hr
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O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, reforçou o compromisso do governo do Estado em priorizar o pagamento de todos os servidores até o dia 15 do mês seguinte, considerando os dias úteis. O anúncio foi feito durante reunião com a direção do Cpers/Sindicato, na manhã desta terça (10), na Secretaria de Educação (Seduc). Junto com a secretária adjunta da Educação, Iara Wortmann, Branco pediu que os professores considerem esse esforço do governo, que atravessa uma das piores crises econômicas, e retornem às aulas. A direção do Cpers/Sindicato, no entanto, manteve a decisão de seguir com a paralisação, que já dura 35 dias, o que vai levar à recuperação de aulas até os primeiros meses de 2018.

A direção do Cpers/Sindicato, que decretou a greve inicialmente reivindicando a integralização dos salários, acrescentou novas pautas, muitas delas, na avaliação do governo, fora do contexto da educação, como a que trata do limite do número de cedência de servidores aos sindicatos. Na avaliação da Seduc, a postura do sindicato tem sido de uma atuação política, fugindo do contexto da educação. “Recebemos uma documentação da direção do Cpers/Sindicato sobre a composição das contas do governo, que vamos responder, mas a definição pelo fim da greve não passa por isso”, ponderou Branco. “As propostas já foram apresentadas pelo governo e elas são de avanço, atendendo inclusive a uma sugestão do Cpers, na reunião do dia 14 de setembro, para o pagamento prioritário dos salários menores”, afirmou o secretário.

Fábio Branco destacou a preocupação do Estado com a situação dos alunos, especialmente daqueles do 9º ano do Ensino Médio, que se preparam para o vestibular e provas do Enem. “Por isso, o apelo do governo para que as aulas sejam retomadas imediatamente”, reiterou a secretária adjunta.

 

Policiais atendem apenas emergências

“E pensar que teve tempo que a gente instigava greve para pedir aumento. Olha só aonde viemos parar? Greve para receber salário”. Assim falou um dos policiais civis em greve em Caxias do Sul. Ele e mais 70% do efetivo estarão paralisados nos próximos dias, com atendimento restrito às emergências envolvendo crimes de maior potencial ofensivo. A previsão é que o manifesto ocorra até terça-feira (17), quando novas decisões serão tomadas.

Esta, que é a terceira greve ao longo dos últimos 18 meses, é uma orientação do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul. O registro de furtos, acidentes de trânsito, perda de documentos e crimes de menor repercussão devem ser feitos no site www.delegaciaonline.rs.gov.br.

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