Literatura infantil é tema de Passaporte

06 de outubro de 2015 às 09:36 hr
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Em meio a histórias infantis, contos e poemas, a escritora Cristina Villaça foi designada na tarde de ontem para receber os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlin Fabris no primeiro dia do Passaporte da Leitura da Feira. Trabalhando em educação e cultura infantil há mais de 25 anos, Cristina é natural do Rio de Janeiro e teve um bate-papo com os pequenos sobre os livros de sua autoria: “Família Alegria” e “Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu”.
 
O Passaporte da Leitura é um projeto que leva livros para 28 escolas públicas da cidade e, na Feira, promove o encontro dos leitores com escritores. A ação está em sua 11ª edição e tem como objetivo principal o incentivo à leitura. Um dos diferenciais do projeto é a entrega de kits com livros às escolas beneficiadas. O programa tem o objetivo de quebrar o paradigma de que quem escreve o livro é uma pessoa distante.
 
A escola Carlin Fabris trabalhou com os dois títulos da autora desde julho, para que na tarde de ontem seus alunos pudessem conversar sobre as obras com Cristina. Luciane Dutra é vice-diretora da instituição e conta que os pequenos estavam muito entusiasmados em conhecerem a escritora das obras que eles tanto se divertiram e apreciaram trabalhar em cima. 
 
“Nessa tarde (ontem), os estudantes de primeiro a quinto ano prepararam paródias para apresentar à escritora. Havíamos feito um concurso e somente uma iria ser cantada hoje, mas como os alunos se empenharam tanto, resolvemos que teriam várias apresentações para Cristina”, declara a vice-diretora. Além do bate-papo e questionamentos vindos das crianças, foi entregue como presente um pequeno livro contando a história da escola nomeado de “Família Carlin”, baseado na obra “Família Alegria” trabalhada nas aulas.
 
Projeto estimulante - Cristina Villaça não havia feito um cronograma do que apresentaria pois gostaria de ser surpreendida por seus leitores e se sentiu privilegiada em poder participar do programa. A escritora explicou que o Passaporte é um dos melhores eventos literários da literatura infanto-juvenil. “A diferença que faz um projeto desses na formação de um indivíduo é gigante. Este programa estimula o sonho das crianças, a fantasia e os valores que são transmitidos através da leitura. Todo ser humano deve ter o prazer de conhecer diversas obras e viajar na maionese através delas”, conta ela.
 
A autora concluiu sua participação agradecendo aos professores que prestigiam o trabalho dos escritores da literatura infantil e juvenil. “São eles que estão nas salas de aulas todos os dias e se identificam com as obras feitas, elaborando o projeto durante todo o ano com os seus estudantes”.
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