Lista negra do Executivo vira polêmica na Câmara

Política

13 de junho de 2018 às 12:35 hr
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O tema foi puxado pela vereadora Denise Pessôa/PT. Na sessão desta terça-feira (12), ela foi à tribuna para criticar o governo por ter se apossado da antiga sede do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv). O prédio fica no Paço Municipal.

De acordo com a petista, o prédio foi construído pelo Sindiserv, em 1978, com recursos próprios. Ressaltou que a entidade comemora 30 anos. “Isso é um desrespeito com os servidores. Para comemorar esse aniversário, o que acontece? A prefeitura arromba um patrimônio dos servidores públicos, construído com o dinheiro deles. É essa a forma que a Prefeitura resolve homenagear os servidores públicos”, afirmou.

Denise disse ainda que a lista negra do Executivo - mencionada pelo líder de governo, Chico Guerra/PRB, no áudio que vazou na semana passada nas redes sociais - tem muitos nomes, entre eles, o Sindiserv. “E aí a gente vai ver que ela [lista] tem sempre um viés mesmo de represália, que não é só contra o Marciano, um líder comunitário, mas também contra outras entidades”, opinou.

 

AÇÕES CONTRA A PREFEITURA

 

Durante o pronunciamento, Denise Pessôa exibiu um vídeo gravado pela assessoria do vereador Alceu Thomé/PTB, onde a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, questiona os motivos que levaram a arrombar o prédio e trocar as fechaduras e os cadeados da porta principal, na sexta (8). “Porque quem mais vai sofrer os efeitos dessa lista que os líderes do governo e o prefeito organizam nas escuras e depois a gente vai vendo o resultado na prática: um arrombamento do patrimônio dos servidores públicos municipais. Não dá para admitir isso. Isso não é coisa de um gestor, de um prefeito que quer dialogar ou quer construir algo ou quer valorizar o servidor público”, concluiu.

Na sexta, logo depois do episódio, a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, declarou que a entidade adotará as medidas cabíveis para preservar o patrimônio dos servidores. “Essa é a forma com que o prefeito valoriza o servidor, passando por cima de qualquer diálogo, querendo apagar a história de luta e de conquista, usurpando um patrimônio que é legítimo do servidor”, salientou.

 

 

 

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