Jairo Jorge defende redução de Impostos e menos burocracia

Política

16 de abril de 2018 às 12:30 hr
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O pré-candidato do PDT ao governo do Estado, nas eleições de outubro, ex-prefeito de Canoas pelo PT, Jairo Jorge, esteve em Caxias do Sul, na terça-feira (10). Ele veio à cidade para participar da edição regional do painel RS Tem Solução, promovido pela sigla e realizado na Câmara de Vereadores.

Jairo já visitou mais de 370 municípios gaúchos desde o ano passado, quando foi lançado como o nome indicado do PDT ao Executivo estadual. Por onde passou, o pedetista plantou uma árvore, o que fez em Caxias do Sul na companhia do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho e representantes locais e estaduais do partido.

Em entrevista à FOLHA DE CAXIAS, Jairo Jorge falou da plataforma política dele e das propostas para o governo gaúcho. Também sobre coligações e a estratégia para passar ao segundo turno das eleições, em outubro.

 

Folha de Caxias - O PDT já tem certo o nome do candidato à vice na sua chapa?

Jairo Jorge - O PDT foi o primeiro partido a escolher o seu pré-candidato. Tomamos essa decisão em 5 de outubro do ano passado, em mais de 40 reuniões regionais, mobilizando ouvindo as direções municipais, vereadores, prefeitos, vice-prefeitos. No dia 5 de abril recebemos o apoio do Partido Verde (PV), que indicará o vice, o empresário Cláudio Bier, um dos mais importantes líderes empresariais do Rio Grande, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul e presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas. Acreditamos que os gaúchos querem uma mudança segura, não querem uma aventura. O PDT, junto com o PV e outros partidos, podem oferecer essa mudança segura, mantendo aquilo de bom que está sendo feito e mandando embora aquilo que está errado.

 

Folha - O partido está alinhavando outras coligações?

Jorge - O PDT discute hoje com mais 10 partidos a formação de uma nova força política para o Rio Grande do Sul. Já firmamos a nossa parceria com PV e estamos buscando acordos junto com o PSB, PRB, PR, Solidariedade e PSC. O objetivo é formar essa coligação, pois acreditamos que os gaúchos estão cansados da polarização de 1994 até agora. De um lado o PMDB ou PSDB, e de outro, o PT. Esta polarização levou o Rio Grande a um beco sem saída. Queremos formar uma aliança de centro-esquerda para que o Rio Grande do Sul possa ter um novo rumo.

 

Folha – Qual a estratégia de sua candidatura para chegar ao segundo turno?

Jorge - Estamos apresentando um projeto de futuro para o Rio Grande. Não existe uma solução mágica, mas soluções inovadoras, que podem levar o Estado a superar essa crise profunda. Os gaúchos estão cansados dessa disputa de chimangos e maragatos, das velhas soluções convencionais, que foram adotados nos últimos 24 anos, como aumento de impostos, uso de depósitos judiciais ou mesmo a venda de empresas públicas. Isso não levou a nenhum lugar, mas a um beco sem saída. Optei por não atirar pedras nem no Sartori, nem no Tarso, muito menos no Rigotto. Ao invés de atirar pedras, devemos usá-las para construir os alicerces do futuro que desejamos. Acredito que dessa forma podemos nos apresentar como uma alternativa e chegarmos ao segundo turno.

 

Folha – Seu nome não pode ser aliado ao PT durante a campanha?

Jorge - Muitas pessoas diziam que eu não parecia um militante ou um prefeito do PT. Não será agora, estando no PDT, que alguém vai afirmar isso. Exatamente por discordar dos caminhos que o PT tomou, decidi me desfiliar e buscar novos caminhos. Encontrei o PDT, que tem identidade com meu pensamento. As ideias que defendo como pré-candidato são iguais as que sempre defendi, do diálogo, de uma campanha propositiva, de um novo Estado, da transparência e de uma gestão eficiente, que possa dar voz a todos os cidadãos. Eu me sinto em casa, hoje, no PDT: um partido limpo. Durante oito anos como prefeito de Canoas, nunca teve nenhuma denúncia nem um ato de corrupção.

 

Folha - Em sua opinião, onde errou mais o governador Sartori?

Jorge - Sartori, Tarso, Ieda ou Rigotto, cada um, procurou fazer o melhor. Alguns tiveram mais erros e outros nem tanto. Não me cabe fazer juízos, até porque a população estará votando em direção ao futuro. Cabe a mim, a partir de agosto, como candidato, afirmar o que é possível fazer e é dessa forma que quero me colocar na campanha. As coisas boas que o governador Sartori está fazendo eu vou continuar e aquilo que eu considero inadequado eu vou mudar.

 

Folha - Qual sua proposta para colocar em dia a folha de pagamento dos servidores?

Jorge - Em primeiro lugar, um governador tem que ter como prioridade os servidores. Até agora, praticamente todos os pagamentos foram feitos até o dia 15 de cada mês e poderia adotar essa data sempre. O primeiro mês seria extremamente difícil, porque teria 45 dias para receber. Para que se possa colocar em dia, hoje, é necessário um giro de R$ 1 bilhão. Teria que melhorar a receita e reduzir o custeio. Nós temos condições de progressivamente trazer o pagamento para data original, mas de forma progressiva.

 

Folha - Como administrar um estado quebrado financeiramente?

Jorge - O Rio Grande do Sul vive a sua maior crise. Eu falo em soluções inovadoras, novas para nós. Precisamos ter humildade para buscar aquilo que deu certo em outros estados e competência para fazer melhor para que, efetivamente, possamos retirar o Rio Grande do Sul desse círculo vicioso. Precisa fazer funcionar bem o que existe, buscar parcerias público-privadas para a infraestrutura, e investir fortemente na regionalização. É necessária uma grande convergência política. Precisamos de um governo que não repita mais a velha história de vencidos e vencedores.

 

Folha - Qual sua proposta para promover a retomada do desenvolvimento econômico do Estado?

Jorge - A grande tarefa do próximo governador é fazer o Rio Grande voltar a ser grande e, para isso, é preciso fazer em que a economia cresça. Proponho o binômio desburocratização e redução de tributos, o que vai significar mais empresas, empregos e envolvimento. Queremos a lei do gatilho para reduzir em um terço alíquota do ISS. Acredito que este binômio permitirá com que a gente desenvolva Rio Grande do Sul.

 

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