Indústria de fundição tem o melhor ano desde 2016

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07 de fevereiro de 2019 às 12:25 hr
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A produção brasileira de fundidos totalizou 2,28 milhões de toneladas em 2018, alta de 6,3% em relação aos 2,14 milhões no ano anterior e de 8,6% sobre 2016. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira de Fundição (Abifa) após consulta às suas associadas.

O ferro liderou a tonelagem de metal fundido em 2018, com 1,84 milhão de toneladas, incremento de 3,5%, embora o destaque de crescimento tenha ficado com o aço, na ordem de 30,8%, com 244 mil toneladas. No segmento de não ferrosos a alta foi de 8,7%, com produção de 199,2 mil toneladas. Destaque para o alumínio, com total de 172,1 mil toneladas e aumento de 10,4%.

Do total fundido no ano passado, 1,9 milhão de toneladas foi consumido no mercado interno, aumento de 7,7% sobre 2017. O setor de transporte é o principal consumidor da produção nacional, com quase de 65% do total. A indústria de veículos leves e pesados responde por 50,4%; a ferroviária por 6,8%; e a de máquinas rodoviárias por 6,2%. O restante se divide dentre os segmentos de bens de capital (11,7%), sucroalcooleiro (6,1%), infraestrutura (5,7%), siderúrgico (4,6%) e mineração (2,2%), além de outros com menor representatividade. As exportações ficaram praticamente estáveis. Tanto em peso (377,5 mil toneladas) quanto em valor (US$ 837 milhões), a queda foi de 0,3% em 2018.

O número de trabalhadores na atividade teve alta de 4,5% sobre 2017, totalizando 55.061 vagas. O incremento dos postos de trabalho abaixo da expansão da atividade é atribuído à melhora na capacidade produtiva das fundições. Em dezembro, a produtividade ficou em 41,6 t/h.a. O pior índice foi registrado em junho de 2016 (38 t/h.a) e o melhor em outubro de 2008 (58,4 t/h.a).

Com base nas estimativas de produção de seus principais nichos de mercado, intenções de investimento da indústria no curto prazo e expectativas de consumo, a Abifa projeta que o setor deverá ter incremento de produção de 7% neste ano, alcançando 2,44 milhões de toneladas. A estimativa é de crescimento nos anos seguintes, com a produção chegando a 3,2 milhões de toneladas em 2023. Na avaliação da diretoria da Abifa, a capacidade instalada de 4 milhões de toneladas anuais não será alterada, embora devam ocorrer investimentos por algumas empresas, especialmente em máquinas e equipamentos para elevar a produtividade.

 

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