COLHEITA

Cidades

07 de março de 2018 às 12:55 hr
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Em razão do baixo registro de horas de frio no inverno de 2017, a colheita da safra da uva 2018 está chegando ao fim com antecipação de 20 dias. O principal motivo para o encerramento antes do final do verão é a temperatura atípica do último inverno. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caxias do Sul, Rudimar Menegotto, são necessárias 405 horas anuais de frio e, no ano passado, foram apenas 188. 

A estimativa é de que sejam colhidos 15% a 20% menos do que em 2017, quando houve uma supersafra. A expectativa é de 65 milhões de quilos nos cerca de 4 mil hectares plantados no município. “Só teremos os números concretos a partir do dia 30 de abril, data limite para as vinícolas entregarem seus números ao Instituto Brasileiro do Vinho”, destacou. Apenas 2% das frutas ainda não foram colhidas, número que, segundo Menegotto, se relaciona às uvas finas in natura.

Conforme o dirigente sindical, a próxima grande safra é a do caqui, que está começando e se estenderá até maio. “Embora não tenhamos números concretos, podemos considerar que Caxias do Sul seja o maior produtor de caqui do Brasil, com cerca de 500 a 600 hectares de área cultivada, devendo colher de 30 a 40 toneladas por hectare”. Segundo Menegotto, o estado de São Paulo é o maior produtor da fruta no país, seguido pelo Rio Grande do Sul.

De acordo com ele, é difícil precisar os números da produção de caqui e demais culturas caxienses, pois o Município ainda não possui nenhum tipo de registro. As exceções são a uva que tem o Cadastro Vitícola, e a maçã, pelos registros da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã. “Isto é ruim para os produtores e Município, visto que dificulta a vinda de recursos públicos para essas culturas. Quando o atual prefeito assumiu, entregamos várias reivindicações e uma delas é a de fazer um levantamento do que temos na agricultura”, afirmou.

 

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