Atividade produtiva deve fechar ano com alta de 10%

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06 de dezembro de 2018 às 13:00 hr
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O desempenho da economia de Caxias do Sul apresentou, em outubro, alta de 8,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 6,7% sobre setembro. Com os novos dados, o acumulado no ano tem avanço de 7,3% e, o de 12 meses, 7,5%. Os indicadores do desempenho da economia de Caxias do Sul em outubro foram divulgados em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (5) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

A expectativa das lideranças para o encerramento é de alta na ordem de 10%, abaixo da estimativa do início do ano de 15%. De acordo com Carlos Zignani, integrante da diretoria de Economia, Estatística e Finanças da CIC, a projeção não se consolidou em decorrência da greve dos caminhoneiros no final de maio e pelas incertezas do processo eleitoral, que impactaram nos resultados do segundo semestre.

Para o próximo ano, o empresário acredita que o setor industrial apresente incremento em torno de 10%. Pesam nesta visão as informações em relação aos volumes robustos de pedidos nas carteiras das duas maiores empresas da cidade: Marcopolo e Randon.

O comércio, principal responsável pelo bom desempenho de outubro, com aumento de 1,4% sobre igual mês do ano passado e de 12,8% em relação a setembro, em função das vendas do Dia das Crianças, já apresenta indicador positivo de 0,2% no acumulado de 12 meses. Negativo somente o acumulado no ano, na ordem de 1,1%. Para 2019, a expectativa também é positiva. “Em 2018, o comércio andou de lado. Mas a tendência para o próximo ano é de recuperação, principalmente pela retomada do emprego e do aumento na massa salarial”, indicou a também diretora da CIC, Maria Carolina Gullo, citando entendimento do assessor da CDL, Mosár Leandro Ness.

A expectativa é positiva em relação às vendas de Natal. De acordo com a economista, a tendência é de redução no ticket médio de compras, mas de incremento nos volumes. Zignani acrescentou que o comércio deve se favorecer pela permanência da população na cidade em função da indústria não conceder férias coletivas no mês. “A programação de férias ficou para janeiro”, argumentou.

 

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