Economia

Atividade econômica só deve retomar crescimento em 2020

A demora no encaminhamento das reformas, associada a um clima de conflitos mundiais, estagnou a recuperação da economia
24 de maio de 2019 às 12:31
Foto: Luiz Erbes, Divulgação

O economista do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Thiago de Angelis, afirmou que o ritmo da retomada da economia brasileira nos primeiros cinco meses de 2019 tem sido inferior ao esperado. Os dados divulgados pelo representante da instituição financeira confirmaram esse ambiente de recuperação gradual e as pesquisas sugerem uma fraca transição para o segundo trimestre. O economista foi o palestrante convidado do Seminário Econômico 2019, promovido pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, nesta quinta (23), no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul.

Os dados divulgados até o momento indicam indústria ainda sem sinais claros de recuperação; arrefecimento da confiança de empresários e consumidores e mercado de trabalho perdendo tração. Esses itens podem limitar a expansão do comércio observada no primeiro bimestre. “Seguimos entendendo que a economia brasileira reúne todas as condições para retomar o crescimento adiante. Há menor endividamento das famílias, maior propensão ao crédito, taxas de juros em patamares baixos, inflação com expectativas ancoradas e uma agenda positiva de reformas econômicas. Mesmo assim, o resultado mais tímido no primeiro trimestre e os sinais iniciais do segundo comprometem a expectativa para o ano, nos levando a revisar a expansão para 1,1%, que ainda pressupõe forte aceleração nos trimestres à frente”, indicou.

De acordo com o economista, a visão do Bradesco é de que reforma da Previdência será aprovada, projetando definição a partir de agosto. No entanto, o banco acredita que o potencial de economia oscilará entre R$ 700 e R$ 800 bilhões.