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Política

06 de dezembro de 2018 às 12:50 hr
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Causou estranheza no meio político fato ocorrido, nesta quarta (5), na homenagem prestada pelo Legislativo de Caxias do Sul aos 10 anos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Antes de começar a solenidade, avistaram-se nas galerias os secretários municipais de Educação, Marina Mattielo, e de Planejamento, Fernando Mondadori. Foi surpresa para todos quando o presidente da Casa, Alberto Meneguzzi/PSB, chamou Mondadori para compor a mesa como representante do prefeito Daniel Guerra/PRB. O nome foi indicado pelo Executivo. Entretanto, como se tratava de uma cerimônia ligada à educação, o normal teria sido o chefe do Executivo indicar a secretária, que tinha maior afinidade com o evento. Nos bastidores do plenário, os comentários falavam em desprestígio à gestora da educação pública municipal.

 

OTOMAR “LORENZONI”

 

O governador eleito Eduardo Leite/PSDB, acompanhado do vice, Ranolfo Vieira Júnior/PTB, anunciou, nesta quarta (5), o segundo nome que comporá o primeiro escalão de governo. É o ex-prefeito de Caçapava do Sul (1983 a 1988) e ex-deputado estadual por dois mandatos, Otomar Vivian/PP. Ele será o chefe da Casa Civil. Até março deste ano, ele foi o presidente do Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul (IPE). Saiu do cargo porque o PP deixou o governo de José Ivo Sartori para, inicialmente, concorrer com candidato próprio, na época, o hoje eleito senador, Luiz Carlos Heinze. Vivian já foi chefe da Casa Civil na gestão de Yeda Crusius, também do PSDB. Mesmo antes da posse, Otomar já começa a trabalhar colmo articulador político de Eduardo Leite. O futuro governador deu carta branca para ele trabalhar em prol da aprovação do projeto que prorroga a majoração das alíquotas do ICMS, na Assembleia Legislativa.

 

AINDA SEM NOMES

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reiterou, nesta quarta, que ainda não definiu quem serão os ministros do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. Para Bolsonaro, a decisão mais difícil está sendo sobre quem vai assumir o Meio Ambiente. “Temos bons nomes, mas estamos procurando aquele que melhor se adapte àquilo que quero, ou seja, a preservação do meio ambiente sem prejudicar outras atividades [econômicas]", disse Bolsonaro após ser condecorado com a Medalha do Pacificador.

 

ÍNDIO NÃO QUER MAIS APITO

 

Outra indefinição que persiste para Jair Bolsonaro é o nome do novo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) – atualmente, vinculada ao Ministério da Justiça. O órgão poderá ser transferido para outra pasta. “Na Bolívia, o índio pode ser presidente. Aqui, querem tratar como se fosse animal no zoológico, dentro de uma reserva. Quero tratar o índio como ser humano, como um cidadão, que explore sua propriedade, o subsolo, dê royalties disso, plante ou arrende sua terra para que seja plantada.”

 

TSE CASSA SOSSELA

 

O Tribunal Superior Eleitoral negou, por unanimidade, os recursos especiais do deputado estadual Gilmar Sossella/PDT e determinou a perda do mandato dele. Ele foi processado pela prática do crime de concussão – ato de exigir vantagem indevida para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela. Pela denúncia do Ministério Público Eleitoral, em 2014, quando presidiu a Assembleia Legislativa, o pedetista coagiu servidores em cargos de confiança a comprarem convites de um jantar, a um valor de R$ 2,5 mil, a fim de angariar recursos para campanha à reeleição. Em nota, Sossela afirma que “com a finalização do julgamento temos condições e iremos buscar, junto ao STF, a absolvição da ação penal e, consequentemente, a confirmação dos votos dos 37.600 gaúchos que nos elegeram para o 4º mandato em 7 de outubro”.

 

 

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