APARTE

Política

09 de novembro de 2018 às 13:20 hr
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No afã do debate sobre a convocatória do secretário de Saúde, Júlio Freitas, pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente, dois dos integrantes do colegiado divergiram sobre o papel desempenhado pelo também chefe de gabinete da Prefeitura, na gestão do Município. Rodrigo Beltrão/PT disse que, apesar de Daniel Guerra/PRB ser o chefe do Executivo, Freitas age como um primeiro-ministro, ou seja, quem realmente manda. Para o petista, ele é o prefeito de fato e governa com mão de ferro o Município. Por sua vez, Rafael Bueno/PDT classificou Júlio Freitas como mandalete do prefeito. Para o pedetista, o quinto secretário de Saúde do atual governo só fala o que o prefeito manda e assume as brincas em nome dele.

 

FICO COM A INOCÊNCIA DAS CRIANÇAS

 

O vereador Renato Nunes/PR saiu em defesa do projeto do colega de bancada governista, Chico Guerra/PRB, que tentava proibir a ideologia de gênero nas escolas municipais. “Não podemos ser intolerantes, preconceituosos com as pessoas devido à sua opção sexual. Agora, ditadura de grupos, sabe? De certos grupos que querem colocar isso aí, obrigar que isso aí seja feito nas escolas, não. Vamos manter a inocência das crianças”, afirmou. Segundo Nunes, ao eleger Jair Bolsonaro à Presidência da República os brasileiros se manifestaram contra a ideologia de gênero pregada pelo PT. O parlamentar ressaltou que, no Congresso Nacional, opositores como a bancada evangélica, por exemplo, pressionaram contra a aprovação, mas ficou livre para os municípios decidirem.

 

RESPINGOU EM CAXIAS

 

Depois de um debate de quase uma hora, nesta quinta, o Legislativo aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio contra a proposta de aumento dos salários dos servidores da Tribunal de Justiça, do Tribunal de Justiça Militar, do Tribunal de Contas do Estado, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa. Os parlamentares se posicionaram contra o reajuste, que representará cerca de R$ 150 milhões a mais de despesa por ano aos cofres do Estado. “Enquanto faltam empregos, a renda da população gaúcha diminui, empresas fecham, as filas por atendimento do SUS aumentam, faltam efetivos policiais e a violência cresce. Falar em reajuste é uma insensatez e uma afronta aos gaúchos que sentem na pele os efeitos dessa crise”, justificam os proponentes da moção, vereadores Paula Ioris/PSDB, Adiló Didomenico e Flavio Cassina/PTB, Chico Guerra/PRB, Denise Pessôa e Rodrigo Beltrão/PT, Felipe Gremelmaier e Paulo Périco/MDB, Gustavo Toigo e Rafael Bueno/PDT e Neri, O Carteiro/SD.

 

COVARDES E FUJÕES

 

Os três senadores gaúchos estiveram ausentes na sessão desta quarta-feira (7), quando foi aprovado o aumento dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil. Valor extensivo à procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Os senadores Lasier Martins/PSD e Paulo Paim/PT estavam em Porto Alegre. Eles declararam que a votação não estava na Ordem do Dia. Já Ana Amélia Lemos/PP estava em Brasília, mas não compareceu em plenário. A ausência dos três representantes do Rio Grande do Sul no Senado repercutiu mal na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Na tribuna, o vereador Rafael Bueno/PDT lamentou as justificativas. “Eles foram covardes e fujões e não honraram os mandatos designados pelos gaúchos”, avaliou.

 

CDUTH E O PLANO DIRETOR

 

A Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação (CDUTH) se reuniu na tarde desta quinta-feira (8) para dar andamento à tramitação do projeto de revisão do Plano Diretor Municipal. Os vereadores estudam as 26 emendas protocoladas pelos demais colegas, que serão analisadas pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação. Nova reunião ficou marcada para a terça-feira (13) para analisar outras 70 contribuições.

 

 

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