APARTE

Política

08 de novembro de 2018 às 12:00 hr
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Novamente, a postura de um líder nacional do PDT causa impacto na política local. Desta vez, por ter declarado apoio formal ao então candidato à Presidência da República – hoje eleito – Jair Bolsonaro/PSL, o presidente do diretório municipal do partido, ex-prefeito Alceu Barbosa Velho, descontentou integrantes de segmentos internos, que chegaram a propor a expulsão dele. O fato gerou um mal-estar na Executiva e Alceu decidiu pedir licença por 180 dias, coincidentemente, até o mês de eleição dos novos dirigentes, em maio do ano que vem. Os descontentes justificam que Ciro Gomes havia declarado apoio crítico ao petista Fernando Haddad e isso era para ser seguido por todos os filiados. Esta é a segunda vez que uma atitude de Ciro Gomes reflete no destino do PDT local. Na eleição de 2016, acompanhado do ex-presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o cearense esteve em Caxias do Sul fazendo campanha para o candidato a prefeito, Edson Néspolo. Ato que, na opinião de um aliado, o ex-deputado federal Mauro Pereira/MDB, ajudou a enterrar a candidatura do atual presidente da GramadoTur.

 

TERRORISMO

 

Na convocatória cumprida no Legislativo, nesta quarta (7), o secretário de Saúde, Júlio Freitas, garantiu aos vereadores que o Executivo cumpre à risca o Termo de Ajustamento de Conduta sobre o fechamento do Postão 24H. Com dados estatísticos na mão, tentou provar aos parlamentares que tudo vai bem, graças a Deus, na saúde pública de Caxias. Freitas revelou que sobram 60 leitos psiquiátricos na rede básica, que 152 dos 248 profissionais do Postão, incluindo médicos, enfermeiros e auxiliares, foram realocados para as 48 UBSs e que, em média, houve ampliação de 60 horas na prestação de serviço. Entretanto, não foi poupado pelas perguntas dos vereadores. Uma das mais polêmicas foi sobre a exoneração de médicos. Rodrigo Beltrão/PT, por exemplo, perguntou por que ele havia dito, em ar de comemoração, que 22 médicos haviam se exonerado. O secretário explicou que no total eram 83. Além disso, atacou adversários como a direção do Sindicato dos Médicos. “Em entrevista coletiva no sindicato, eles fizeram terrorismo com a população, dizendo que 80% dos médicos iriam se exonerar e a saúde iria ficar um caos”.

 

MULHER NO MINISTÉRIO

 

E o Democratas (DEM) emplaca mais um integrante no ministério do presidente eleito Jair Bolsonaro/PSL. Trata-se da deputada federal Tereza Cristina (MS), de 64 anos. O nome dela já vinha sendo cogitado desde a eleição para assumir o Ministério da Agricultura. A pasta não será mais fundida com o Ministério do Meio Ambiente, cujo ministro deverá ser tutelado pela bancada ruralista no Congresso Nacional, composta de 260 parlamentares. Tereza Cristina foi indicada por um grupo de 20 integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária, em reunião no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, nesta quarta-feira (7). A futura ministra é engenheira agrônoma e empresária.

 

DE BANCADA EM BANCADA

 

O governador eleito, Eduardo Leite/PSDB, se reuniu com todas as bancadas de oposição, na Assembleia Legislativa, desde o início da semana. Nos encontros, argumentou a necessidade de os deputados aprovarem a prorrogação das atuais alíquotas majoradas do ICMS e se posicionou contra o reajuste dos servidores do Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, que devem ser votados na próxima semana. No encontro com a bancada petista, o vice-líder, Luiz Fernando Mainardi, deu uma notícia ruim para o governador eleito. Com relação ao reajuste salarial, disse que a bancada já fechou questão: “Estamos tratando de recuperação de salários de 2015 e não são os mais altos salários”, justificou Mainardi.

 

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