APARTE

Política

16 de maio de 2018 às 12:25 hr
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A obra do célebre escritor colombiano, Gabriel García Márquez, foi utilizada pelo vereador Eloi Frizzo/PSB para qualificar a atual polêmica sobre o aumento da tarifa dos ônibus coletivos de Caxias. Na tribuna da Câmara, Frizzo disse: “Essa obra já abre, numa forma pioneira, anunciando que o personagem principal do novelão vai morrer. Então, essa questão da tarifa é o exemplo cabal de uma crônica de uma morte anunciada. Porque sabíamos, lá no processo eleitoral, que aconteceria o que aconteceu: o descumprimento de um contrato, a judicialização e uma sentença”.

 

PREFEITO-JUIZ I

 

Em aparte a Rafael Bueno/PDT, na sessão legislativa desta terça, o correligionário Ricardo Daneluz disse que o governo anterior está sempre com as orelhas vermelhas de tanto que é mencionado pelo atual como responsável por tudo que ocorreu na cidade. No caso da tarifa, a culpa é da Visate. “Aí depois disso se judicializa a questão. Aí o culpado já não é mais a Visate, é a Justiça. Acho que está na hora de o prefeito assumir a sua responsabilidade de estar sentado naquela cadeira. Se continuar dessa forma, acho que poderíamos sugerir ao prefeito Daniel Guerra que ele seja trocado por algum juiz, porque todas as questões do Município relevantes e importantes são jogadas para a Justiça e, agora, a culpa das coisas que acontecem são da Justiça”, avaliou.

 

PREFEITO-JUIZ II

 

Em declaração de liderança, Renato Oliveira/PCdoB falou da judicialização de outra área: a saúde. O comunista comentou o retorno ao trabalho de um dos médicos que haviam sido exonerados e foram reintegrados ao serviço público municipal por meio da Justiça. Trata-se do médico Gilney Correa, que retomou atividades na UBS Vila Ipê. Segundo Oliveira, “a Justiça é que está botando médicos nos postos de saúde de Caxias. A Justiça, não o prefeito. Foi a Justiça que trouxe o Dr. Gilney e tantos outros de volta”, afirmou.

 

PREFEITO-PROCURADOR

 

Renato Oliveira também falou de quem é a culpa pela falta de pediatra no Postão 24h. Segundo ele, a secretária de Saúde, Deysi Piovesan, afirmou que a culpada é a Procuradoria-Geral do Município (PGM), que deu parecer contrário à terceirização do pronto-atendimento, principalmente, a pediatria. “Quem está destruindo o PA é essa administração, que inclusive tirou pediatras de lá e deslocou para as UBS”, afirmou. Oliveira criticou a declaração da secretária Deysi, afirmando que o fato teria sido gerado por erro de planejamento. “Podia dizer, nós planejamos errado, nós planejamos malfeito. Errar é humano, por que esse planejamento que houve do governo municipal foi muito ruim”, analisou.

 

TRIMESTRALIDADE SEM BUROCRACIA

 

Isso é o que propõe o Executivo com o envio à Câmara de Vereadores de um projeto de lei que regulariza o repasse da trimestralidade aos servidores municipais. A intenção é repassar o índice sem que haja necessidade de enviar projeto ao Legislativo. Com isso, a correção salarial inflacionária passa a ser concedida via decreto do prefeito Daniel Guerra/PRB. O reajuste salarial do funcionalismo é realizado sempre no mês subsequente ao fechamento de cada trimestre. O percentual é uma média dos índices IGPM/FGV, IPC/FIPE e IPC/IEPE. Apesar da reivindicação do Sindiserv, desde que assumiu o governo, o prefeito não deu nenhum aumento real no salário. O índice solicitado pela entidade sindical para este ano é de 1,5%.

 

PLANO APROVADO

 

Todos os vereadores presentes à sessão desta terça votaram a favor do projeto de lei complementar, que institui o Plano Municipal de Saneamento de Caxias do Sul. É um conjunto de regras sobre a água e esgoto. A matéria tramitava na Câmara desde dezembro do ano passado. O texto é de origem do Executivo. Depois de sancionado pelo prefeito Daniel Guerra permitirá que o Município possa acessar verbas federais para investimentos nas duas áreas.

 

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