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Política

14 de fevereiro de 2018 às 12:45 hr
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A comissão parlamentar processante do impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB) vai ter que trabalhar em pleno Carnaval para dar andamento ao processo, em tempo hábil até a próxima sexta-feira (16). Isso porque, aguardada para o apagar das luzes da segunda-feira de Carnaval (12), a defesa prévia do prefeito Daniel Guerra (PRB) foi protocolada, na tarde desta sexta-feira (09), no Legislativo. Com isso, o prazo de cinco dias – sendo feriado a metade dele - para o relator, Eloi Frizzo (PSB), emitir o parecer sobre o seguimento ou arquivamento da denúncia começa a conta no meio do feriadão. O curto espaço de tempo e as cerca de 700 páginas de argumentação deverão dar trabalho para os três integrantes da comissão. O presidente, Edson da Rosa (PMDB), informou que marcou com Frizzo e o revisor, Velocino Uez (PDT), para esta segunda, às 9h, no Legislativo.

 

RECEPÇÃO DE PEDIDOS

 

Além das autoridades, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), foi recebido com uma série de documentos de prefeitos e secretários de Saúde da região da Serra. Já no Aeroporto Hugo Cantergiani, o prefeito de Caxias, Daniel Guerra, entregou um documento encaminhando as demandas do Município, na área da saúde: recomposição e o aumento do Teto Financeiro da Média e Alta Complexidade (Teto MAC) e a qualificação da UPA Zona Norte.

 

HERANÇA SEM VERBA

 

Assim como Daniel Guerra, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, também foi reivindicar ao ministro Ricardo Barros – correligionário dele. Ele quer verba para construir o Hospital Regional – projeto idealizado pelo falecido ex-prefeito, Roberto Lunelli (PT), que ele havia dado o nome de Hospital do Trabalhador. O petista entregou o governo para Pasin, em janeiro de 2013 e – apesar de ter o governo federal na mão – não fez a obra, muito menos concluiu a UPA 24h, cuja estrutura foi deixada às traças de herança para o progressista. Ele retomou o projeto, que foi inaugurado em 2015.

 

O BÁSICO

 

Entre os prefeitos peregrinos também estava Lídio Scortegagna (PMDB). O chefe do Executivo de Flores da Cunha foi pedir dinheiro para construir uma unidade básica de saúde e para comprar vans para transportar pacientes. Chama a atenção, uma outra reivindicação: que a central de regulação dos municípios de pequeno porte seja regionalizada em Caxias do Sul. Atualmente, fica em Porto Alegre.

 

REUNIÃO DE TRABALHO

 

Uma comitiva do Legislativo caxiense realizou, nesta sexta-feira (09), uma visita institucional ao Grupo Randon. Participaram o presidente, Alberto Meneguzzi (PSB) e os vereadores Gladis Frizzo (PMDB), Renato Oliveira (PCdoB) e o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário (CDEFCO), Gustavo Toigo (PDT). Eles foram recebidos pelos diretores David e Daniel Randon. A pauta foi o desenvolvimento econômico de Caxias. Para os empresários, a revisão do Plano Diretor deve dar bastante atenção ao zoneamento de novas áreas industriais.

 

PP-PRB?

 

A comitiva do ministro da Saúde, Ricardo Barros a Caxias, tinha três partidos. O PMDB foi quem articulou a agenda, por meio do deputado federal Mauro Pereira. O PRB veio com os deputados Carlos Gomes e Sergio Perez. Pelo PP, vieram Luiz Carlos Heinze – pré-candidato ao governo do Estado - e Renato Molling. Em plena temporada de negociar alianças políticas para as eleições de outubro, progressistas e republicanos lado a lado, até pareciam estar alinhavando uma possível coligação para, quem sabe, entrarem triunfantes no Palácio Piratini, em janeiro de 2019.

 

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