APARTE

Política

07 de dezembro de 2017 às 11:15 hr
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Pelo menos para o vereador Eloi Frizzo (PSB), em se tratando de gestão pública, 2017 está perdido. Na tribuna da Câmara, nesta terça, o socialista voltou a criticar a falta de ações do Executivo nos mais diversos setores. Para não ficar só na conversa, disse que apresentará um relato. Além de se dizer preocupado com o destino da Codeca – e mencionou previsão de Adiló Didomenico (PTB) de que a autarquia deverá fechar as contas do ano com déficit de R$ 10 milhões, Frizzo comentou sobre a decoração natalina de Caxias. “Quando o Executivo diz que uma cidade de 500 mil habitantes, com um orçamento de aproximadamente R$ 2 bilhões, não tem recursos para fazer um pinheirinho mais digno na praça, é sem dúvida nenhuma, um acinte. E nem buscar parceria com a comunidade para embelezar a cidade, que é importantíssimo, principalmente, para o comércio, para autoestima da população. Fazem o que estão fazendo. O pessoal da Zona Norte pegou um pinus muito bonito que tem por lá e está fazendo ele mais bonito do que o da praça [Dante]”, comparou.

 

REGREVE

 

Quando todos achavam que a polêmica da educação infantil havia terminado, ela ressurge das cinzas ainda mornas pelo debate que não cessou mesmo logo após os fatos ocorridos na noite de segunda-feira. Descontente com a forma que a paralisação foi pseudo encerrada, um grupo de professoras teve um bom motivo para reacender o impasse: o desconto dos dias parados na folha de pagamento. A categoria realiza assembleia nesta quinta para decidir que rumo tomar. Entretanto, a possibilidade de que, na sexta, as outras 43 escolas fechem as portas por tempo indeterminado é mais forte do que podem imaginar os gestores. Neste ínterim, duas ponderações bem feitas pelas educadoras: a proposta do Executivo não saiu do power point para o papel assinado e o silêncio absoluto das conveniadas.

 

QUANTO SOBROU?

 

A resposta quem vai dar à população será o presidente do Legislativo, Felipe Gremelmaier (PMDB), no dia 20 de dezembro. Neste dia, em coletiva de imprensa, ele informará o valor que a Câmara devolverá ao Executivo, referente à sobra do duodécimo repassado este ano. Durante o evento, também haverá o lançamento do livro comemorativo aos 125 anos do Legislativo.

 

JÁ TEM DESTINO

 

O valor ainda não se sabe, mas para onde vai, quem tem uma indicação é o vereador Alceu Thomé (PTB). No Grande Expediente desta quarta, o parlamentar afirmou que indicará ao Executivo que o valor seja aplicado no Banco de Alimentos. Segundo o petebista, o órgão funciona com verba federal e mão de obra do Município e está quase à zero. Dados revelados por Thomé dão conta de que o Banco beneficia 109 entidades sociais, serve 8 mil refeições por dia, sendo fonte de renda para 556 pequenos agricultores cadastrados.

 

SÓ 2%?

 

Chama atenção a baixa adesão dos caxienses à consulta popular realizada online sobre a construção de um novo presídio na cidade. De acordo com os dados da Prefeitura, apenas foram 537 votos válidos em um total de 648 votantes. Calculado sobre o total de eleitores em outubro do ano passado – 293 mil – quem aderiu à consulta representa pouco mais de 2%. Em análise, o resultado demonstra que a comunidade não se interessou muito pelo tema ou a consulta não foi bem divulgada. Consultas via internet estão se tornando comuns na atual gestão. Em situação semelhante, no mês de março, em 48 horas de enquete online, a população decidiu que a Feira do Livro voltaria à Praça Dante Alighieri. Caso o Estado aceite o interesse do Município em sediar a nova casa prisional, a presidente da Comissão Temporária Especial de Enfrentamento à Violência, Paula Ioris (PSDB) – que tem se empenhado em ações para a melhoria do sistema carcerário em Caxias –, disse que as possíveis parcerias público–privadas (PPPs) que vinham sendo articuladas para a obra deverão ser revertidas para ações de ressocialização. 

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