Política

APARTE

Em aparte ao colega de Comissão de Saúde e Meio Ambiente, presidente do grupo de trabalho, Renato Oliveira/PCdoB, o vereador Felipe Gremelmaier/MDB disse que não se surpreende
27 de março de 2019

Em aparte ao colega de Comissão de Saúde e Meio Ambiente, presidente do grupo de trabalho, Renato Oliveira/PCdoB, o vereador Felipe Gremelmaier/MDB disse que não se surpreende que a obra da reforma do Postão 24h não fique pronta em 1º de abril, conforme previsto, inicialmente, pelo Executivo. Isso porque, na opinião dele, não é a primeira vez que o prefeito Daniel Guerra/PRB teria mentido aos vereadores. Lembrou de uma reunião, no gabinete da Prefeitura, quando teria afirmado para ele e à vereadora Denise Pessôa/PT que não fecharia o Postão para reformar o prédio e nem terceirizaria o serviço ao reabri-lo. Também questionou o por quê de Guerra não permitir que os vereadores vistoriem a obra. “Essa questão das mentiras vem de bastante tempo já, desde a campanha. Eu tento me colocar no lugar do Gepeto, voltando às histórias infantis, o criador do Pinóquio, aonde ele chegou. E a gente está esperando um retorno para poder ir lá visitar a obra”, salientou.

DE QUEM É A CULPA?

No calor do debate pela situação da obra do trevo de acesso à Fazenda Souza, surgiram questionamentos e ponderações sobre de quem é a culpa pela morosidade da conclusão do trabalho. Eloi Frizzo/PSB disse que preferia se abster em apontar algum culpado. “Culpar o Pedro Westphalen, deputado do seu partido, vereador Bandeira, que até 31 de dezembro era secretário de Transportes. A gente não deve fazer isso. Eu não quero culpar ninguém. Então, acho que quando o secretário respondeu de forma brusca ao vereador Rafael foi porque também foi provocado. Respondeu: “o senhor estava no governo até ontem”.

PERDEU O CABO ELEITORAL

Com essa história do trevo de Fazenda Souza, Pedro Westphalen, agora deputado federal pelo PP, acabou perdendo o principal cabo eleitoral em Caxias do Sul, o correligionário e vereador Arlindo Bandeira. Pelo menos essa é a conclusão a que se pode chegar, depois da declaração dele, na sessão da Câmara desta terça (26). “O Pedro Westphalen se comprometeu em fazer a obra; hoje está sujos aqui na região. Parabenizamos, sim, na época. Quando deram início às obras, damos apoio. Agora, é falta de vergonha na cara. Eu não me arrisco andar com o Pedro Westphalen aqui na região para fazer campanha, digamos, em uma próxima eleição. A gente só vai perder com ele. Então, nós parabenizamos, e hoje já está queimado sobre essa questão da rotatória, porque tinha que ter concluído a obra. É uma vergonha, falta vergonha na cara”, criticou.

CASO MAGNABOSCO

As atenções de Caxias do Sul se voltam, nesta quarta (27), para Brasília. Isso porque, depois de ser tirado de pauta, em dezembro do ano passado, ocorre, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o julgamento da ação rescisória do Caso Magnabosco. De Caxias do Sul, irão acompanhar o julgamento, pelo Executivo, o prefeito Daniel Guerra/PRB e os procuradores Moser Copetti de Gois (adjunto da PGM), Karin Comandulli e Ana Cláudia Schittler. O Legislativo será representado pelos vereadores Paula Ioris/PSDB e Paulo Périco/MDB. O ex-prefeito Alceu Barbosa Velho/PDT também confirmou presença à sessão da Corte. Na sessão da Câmara, nesta terça (26), o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação, Adiló Didomenico/PTB, fez um relato da agenda cumprida por ele e Felipe Gremelmaier/MDB, na terça (19), em Brasília. O parlamentar agradeceu a receptividade de todos os deputados federais e senadores que os receberam no Congresso Nacional. Se derrotado em suas pretensões, o Município terá que assumir uma dívida de R$ 620 milhões.





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