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Política

11 de janeiro de 2019 às 08:35 hr
Texto
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Em notícia divulgada no site da Prefeitura de Caxias do Sul, o texto diz que a trimestralidade é a política salarial adotada pelo Município para reajustar o salário dos servidores públicos. Até aí nenhuma novidade, porque o aumento trimestral de salários vem de administrações anteriores. Entretanto, conforme alega o Sindiserv, só a reposição da inflação - reduzida ainda por uma média de três indexadores - não resolve a defasagem salarial da categoria. É correto que Daniel Guerra deixou bem claro, desde candidato, que não daria aumento para o funcionalismo. Decisão, segundo ele, justificada pela crise financeira do Município.

Por outro lado, em dois anos do atual governo, nota-se que o Sindiserv poderia ter sido mais incisivo na luta pela pauta de reivindicações. No primeiro ano (2017), verificou-se uma espécie de trégua da entidade sindical para com o Executivo, que se organizava. Contudo, no segundo ano, bombardeado pela série de quatro denúncias de impeachment, Guerra se superou e saiu fortalecido – os episódios polarizaram a opinião pública e a própria mídia, funcionando como uma cortina de fumaça para mascarar várias questões que envolveram o Executivo. Nem mesmo quando o governo estava fragilizado, o Sindiserv se aproveitou da situação e ficou aguardando que as propostas das mesas de negociações avançassem pelo lado esquerdo do Paço Municipal.

Neste terceiro ano, parece que a situação poderá mudar e o sindicato deverá atuar de forma mais intensa na conquista dos pleitos. Notadamente, há certo desconforto entre os servidores no que tange à Lei 409, por exemplo. Quem sabe, neste 2019, o Plano de Carreira seja colocado no papel e saia dele para o contracheque dos servidores. Entre rodadas de conversas, pedidos de um lado e negativas de outro, nestes dois anos, nunca ficou clara qual é a real política salarial e de valorização do funcionalismo público municipal, tão alardeada na campanha eleitoral de 2016.

 

BOLSONARO OFICIAL

 

O presidente Jair Bolsonaro/PSL divulgou, na tarde desta quinta (10), a foto oficial como presidente da República. Ela foi feita na segunda-feira (7), no Palácio da Alvorada. A foto oficial será afixada nas repartições públicas federais do país e colocada na galeria de presidentes da República, no hall de entrada do Palácio do Planalto.

 

JURÍDICAS PALAVRAS

 

Vem bem a calhar, em Caxias do Sul, a frase proferida pelo governador Eduardo Leite/PSDB, nesta quinta (10), na reunião com a diretoria da Associação dos Procuradores do Estado: “Sempre que o Estado falha, a Procuradoria entra”. Em Caxias não é diferente, pois sempre que as decisões do Executivo falham, quem entra em campo é a Procuradoria-Geral do Município. Exemplos são as constantes Ações Diretas de Inconstitucionalidade impetradas contra matérias. Onde não impera o consenso, impera a briga jurídica.

 

“PERDEU A NOÇÃO”

 

Assim disse, nesta quinta (10), o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão/PRTB, sobre a presença da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, na posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, um atestado de que o partido compactua com o regime implantado por Maduro. Já Gleisi justificou a ida à Caracas ao fato de Maduro, em sua opinião, ter sido eleito democraticamente. Ainda conforme Mourão, depois de Luiz Inácio Lula da Silva, o PT não tem mais liderança.

 

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